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Morreu a cantora Dina aos 62 anos

12/04/2019 13:02

A cantora Dina, responsável por temas como “Há sempre música entre nós” e “Amor d’água fresca”, morreu na quinta-feira à noite, aos 62 anos, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, confirmou hoje à agência Lusa fonte hospitalar.

A notícia da morte da cantora, que desde 2006 lidava com uma fibrose pulmonar, tinha sido avançada hoje pela RTP, que organiza o Festival da Canção, concurso que Dina venceu em 1992, com o tema “Amor d’água fresca”, tendo por isso representado Portugal no Festival Eurovisão da Canção no mesmo ano, onde ficou classificada em 17.º lugar.

Dina é o nome artístico de Ondina Veloso, nascida em Carregal do Sal em 1956.

A carreira na música começou na década de 1970, quando se apresentou no programa de televisão “Nicolau no País das Maravilhas”, que tinha uma rubrica dedicada aos novos talentos, com uma canção original, a partir de um poema de António Gedeão.

Em 1982, editou o primeiro álbum, “Dinamite”, que em 2016 deu nome a um espetáculo que assinalou o final da carreira da cantora.

Mais de uma dezena de músicos portugueses juntaram-se em palco nesse ano, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, e no Teatro Municipal Rivoli, no Porto, numa homenagem a Dina, que nessa altura deu por terminada a carreira na música, por causa de uma fibrose pulmonar, diagnosticada quase uma década antes.

O espetáculo contou com a participação, entre outros, de Ana Bacalhau, Da Chick, Best Youth, Mitó Mendes, Samuel Úria e Márcia.

A acompanhá-los estiveram em palco Manuel Dordio (guitarra), João Pinheiro (bateria) e David Santos (baixo).

Com direção musical de Gonçalo Tocha, o espetáculo revisitava, na íntegra, o primeiro álbum de Dina e integrava outras canções mais recentes do repertório da cantora.

Guardado em Mim, Pássaro Doido, Há Sempre Música Entre Nós, Em segredo, Gosto do teu gosto, Pérola, rosa, verde, limão, marfim, Amor de Água Fresca e Aguarela de Junho são alguns dos êxitos da cantora, que somou 35 anos de carreira.

Foi com “Guardado em Mim” que concorreu pela primeira vez ao Festival da Canção, em 1980, ainda antes de editar o disco de estreia. Embora não tenha vencido dessa vez, foi distinguida com o Prémio Revelação.

O segundo álbum, “Aqui e Agora” só chegaria em 1991, mas nesse tempo continuou a compor e colaborou com vários músicos, entre os quais Carlos Paião, com quem gravou o dueto “Quando as nuvens chorarem”.

A carreira de Dina fica também ligada à política, mas sobretudo ao antigo líder do CDS Manuel Monteiro, já que foi quando o partido estava sob sua liderança que compôs o tema “Para a voz de Portugal ser maior”, com letra de Rosa Lobato Faria, o hino para as legislativas de 1995.

Em 2003, Dina, novamente com Rosa Lobato Faria, cria um novo hino, desta vez para o recém-formado Partido da Nova Democracia, que Manuel Monteiro fundou depois de abandonar o CDS.

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