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Mais de meia centena de cientistas portugueses e espanhóis reuniram-se em Braga.O comissário europeu Carlos Moedas incentivou os investigadores a sentirem orgulho na profissão e na Europa

09/04/2019 00:02

Mais de meia centena de investigadores portugueses e espanhóis abrangidos pelos financiamentos do European Research Council reuniram-se numa cimeira no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), em Braga, para partilharem experiências e resultados de algumas investigações.

A `ERC Summit 2019`, a primeira cimeira realizada no âmbito do European Research Council (ERC), reuniu hoje em Braga vários cientistas da Península Ibérica que foram financiados por este organismo criado em 2007 com o propósito de promover a investigação científica de ponta na Europa.

A sessão, que contou com a presença dos ministros da ciência português e espanhol, do presidente do ERC, do comissário europeu para a investigação e inovação e do diretor do INL, serviu também para alguns investigadores apresentarem resultados de trabalhos desenvolvidos em vários domínios científicos.

Investigações como `Late Glacial and Postglacial Population History and Cultural Transmission in Iberia’ do cientista Javier Fernandéz e ‘Why do parasites love the adipose tissue and can they teach us hhow to treat obesity?` da cientista Luísa Figueiredo, foram alguns dos trabalhos apresentados durante esta tarde.

Quem também apresentou “alguns” dos resultados de uma investigação que ainda não está terminada foi Jean-Pierre Bourguignon, presidente do ERC.

De acordo com o presidente do ERC, o estudo, intitulado `Career Impacts of ERC Funding` pretende fornecer dados sobre o impacto do avanço da carreira, mas também sobre o tipo de carreira que os membros da equipa de investigação optam após o término do projeto.

O estudo, que fornece uma visão abrangente do impacto do financiamento do ERC em investigadores principais, mas também sobre os membros da equipa, concluiu que 44% dos membros da equipa se tornaram cientistas, 60% encontraram empregos em boas instituições ou centros académicos e que 23% arranjaram bons empregos na indústria depois do projeto.

Jean-Pierre Bourguignon adiantou que em breve todos os resultados estão prontos, prevendo que até ao final deste mês o estudo seja divulgado.

A cimeira, que pretende ser uma oportunidade para os investigadores partilharem experiências, promoverem novas candidaturas e identificarem desafios comuns, prossegue durante o dia de amanhã onde conta com a apresentação de mais alguns trabalhos dos beneficiários do ERC Ibérico.

Além das apresentações, a sessão visa trazer a debate temas como a gestão dos projetos, a comunicação das pesquisas assim como dos resultados e a sustentabilidade das equipas de investigação.

Desde 2007, o Conselho Europeu de Inovação (CEI) já financiou mais de nove mil projetos em estados membros da União Europeia e países associados, sendo que o ano passado, o ERC apoiou 704 projetos no âmbito das ciências exatas e engenharia, ciências vivas e ciências sociais e humanas.

O ERC faz parte do ‘Excellent Science’ do Horizonte 2020, um programa da União Europeia para a Investigação e Inovação e representa 17% do orçamento global do programa Horizonte 2020 (13,1 mil milhões de euros).

Em Portugal, o ERC já financiou 89 projetos de investigação, num total de 153 milhões de euros, dos quais 26 foram na área das ciências fisicas e engenharia, 45 das ciências socias e 18 no âmbito das ciências sociais e humanas.

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