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Utentes do Novais e Sousa unem arte e emoção num espectáculo único

27/01/2019 09:02

‘Eu não sou eu nem sou o outro’ foi o mote do espectáculo protagonizado por actores muito especiais do Centro D. João Novais e Sousa que subiram ao palco do Theatro Circo.

“Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o outro.”

Mário de Sá Carneiro

Foi a partir das palavras de Mário de Sá Carneiro que os “protagonistas” do espectáculo ‘Eu não sou eu nem sou o outro’ mostraram que “o caminho da felicidade está ao alcance de todos, independentemente das suas limitações e das suas capacidades”.


Protagonizado pelos utentes do Centro D. João Novais e Sousa, a produção deste espectáculo permitiu cumprir o sonho de subir ao palco da principal sala de espectáculos de Braga - o Theatro Circo - com um espectáculo que visa suscitar a reflexão em torna da existência humana.

“Foi um orgulho ter o Theatro Circo cheio para assistir ao espectáculo que os faz acreditar nas suas capacidades e que os torna pessoas com ‘P’ maiúsculo”, contou Lucinda Vilaverde, directora do Centro Novais e Sousa, no final do espectáculo que teve lugar, sexta feira à noite, na sala principal do Theatro Circo.


‘Eu não sou eu nem sou o outro’ é um espectáculo construído a partir do poema 7 de Mário Sá Carneiro e que foi preparado para assinalar, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, em Dezembro de 2017.


Nesta viagem performativa, que atravessa várias áreas, desde a poesia à dança, passando pelo teatro e pelo vídeo, que os utentes do Centro D. João Novais e Sousa, revelaram as suas “reais” capacidades, por vezes, “camufladas” pela sua deficiência mental.

Lucinda Vilaverde viu “muita gente emocionada a assistir ao espectáculo” sublinhando a importância para “os protagonistas e para as suas famílias que vêem aquilo que eles são capazes de realizar.”


Lucinda Vilaverde lembra que o objectivo do espectáculo é levar a comunidade a reflectir e sensibilizá-la para as capacidades das pessoas com deficiência.


A responsável acrescenta que esta produção serviu igualmente de alerta para toda a comunidade bracarense de que “esta gente faz parte da cidade e necessita com urgência de um lar residencial. Eles estão a envelhecer e necessitam de um canto para acabar os seus dias”, lembra Lucinda Vilaverde.


No dia seguinte ao espectáculo e já com as energias revigoradas os “artistas” acordaram ontem bem cedo para animar a Corrida do Adepto junto ao estádio.

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