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A apresentação do livro ‘História do abastecimento de água a Braga’ marca o início das comemorações dos 20 anos da Agere.

24/01/2019 00:02

A apresentação do livro ‘História do abastecimento de água a Braga’ marcou o início das comemorações dos 20 anos de Agere numa cerimónia que decorreu ontem no Salão Nobre do Theatro Circo.

Da autoria de José Manuel Lopes Cordeiro, o livro dá conhecer o longo e complexo processo de abastecimento de água à cidade, desde 1913 - ano do início da água canalizada à cidade - até ao ano de 2013.

O autor relata os vários episódios e tentativas de implementação do sistema de abastecimento de água a Braga que levaram à contracção de vários empréstimos por parte da Câmara Municipal.

Segundo o historiador, este “esforço de implementação de um moderno sistema de abastecimento de água à cidade “nem sempre foi compreendido pela população”, sustentando que “surpreendentemente a Câmara Municipal de Braga constatou que, apesar de ter disponibilizado à cidade esta conquista civilizacional, uma grande parte da população da cidade continuou a preferir a água dos poços e dos fontanários, embora o principal problema prendia-se com o preço da água canalizada, tendo em conta que o nível de vida geral da população na época era muito baixo”, acrescentando uma expressão utilizada pela câmara de então para relatar esta situação: “A injustiça repugnância da cidade pelo consumo da água do Cávado.”

Na história centenária do abastecimento de água à cidade, o autor aponta algumas datas importantes, designadamente o dia 1 de Setembro de 1913 é inaugurado o sistema na Ponte do Bico, mas só a 24 de Setembro é que os bracarenses começam a ter água canalizada.

Na cerimónia, o presidente do Conselho de Administração da Agere, Rui Morais, destacou o trabalho desenvolvido nos últimos anos ao nível do abastecimento de água, do saneamento e da recolha de resíduos, com a concretização de investimentos que colocaram a empresa num patamar de “eficiência diferenciadora” quer no panorama nacional, quer europeu.

Rui Morais apontou o “caudal de investimentos”, nomeadamente ao nível das águas residuais que “necessita da construção de uma nova ETAR onde temos feito as pressões necessárias junto do governo central para que seja possível a candidatura, uma vez que 21 milhões de euros a fazer pela Agere iria atingir o tarifário das pessoas e é algo que nós não queremos.”

A finalização do sistema de recolha de lixo; a aposta na área da varredura com 12 novos aspiradores eléctricos e novos carros igualmente eléctricos para despejar as papeleiras são outros investimentos da Agere para 2019.

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