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Telefonar para SNS 24 é a melhor alternativa às urgências - ministra da Saúde

09/01/2019 19:42

A ministra da Saúde defendeu hoje que o serviço SNS 24 é a melhor alternativa ao recurso imediato às urgências hospitalares, assinalando que o encaminhamento das chamadas telefónicas é feito de acordo com as necessidades dos doentes.

Marta Temido falava aos jornalistas, em Lisboa, depois de ter visitado o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24).

Justificando as vantagens do SNS 24, que funciona 24 horas por dia, a ministra apontou o conforto de uma chamada a partir de casa, a rapidez no atendimento - em média as chamadas são atendidas em 20 segundos - e a segurança - o atendimento é feito por enfermeiros e o encaminhamento dos doentes é feito de acordo com algoritmos de decisão e verificado com uma chamada de controlo passado algum tempo.

Apesar de reconhecer que não há sistemas isentos de falhas, a ministra quis transmitir uma mensagem de tranquilidade, afirmando que o SNS 24 é um serviço em que as pessoas podem confiar.

Marta Temido apelou pata o uso da linha telefónica em caso de suspeita de doença, considerando-a como a melhor alternativa às urgências, até para evitar contágios.

As pessoas devem sempre ligar para a linha em caso de gripe ou outra sintomatologia, frisou, lembrando os casos não urgentes que chegam às urgências, provocando filas de espera nos hospitais.

A titular da pasta da Saúde acrescentou que, em média, apenas 20% das chamadas diárias de utentes com sintomas de gripe necessitaram de ser encaminhadas para as urgências hospitalares.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, que acompanhou a visita, crê que o pico da gripe não terá sido ainda atingido, remetendo informação mais fiável para os dados que são atualizados semanalmente, às quintas-feiras, pelo Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge no boletim da gripe.

O plano de contingência sazonal que foi ativado nos centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo - que implica o alargamento do horário de funcionamento e o reforço de equipas - será estendido a centros de saúde de outras regiões caso os médicos responsáveis entendam que se justifique, adiantou Marta Temido.

A ministra reconheceu que, apesar do aumento de 30% do número de utilizadores da linha telefónica do Serviço Nacional de Saúde em 2018, comparativamente a 2017, é preciso continuar a reforçar o apelo à sua utilização.

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