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Tancos: Novo diretor adjunto da PJ diz que investigação não fica prejudicada com a sua saída do MP

09/01/2019 15:42

O magistrado João Melo considerou hoje que o inquérito ao caso de Tancos não ficará prejudicado com a sua saída da equipa de investigadores do processo para assumir o cargo de diretor nacional adjunto da Polícia Judiciária (PJ).

Questionado se a sua saída a meio do processo de Tancos poderia prejudicar a investigação, João Melo, que hoje passou a integrar a direção da PJ, garantiu que não, notando que a investigação não está a meio, está um bocado mais avançada e que há investigadores de excelência no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) para continuar o trabalho.

O trabalho [inquérito ao caso de Tancos] não vai ser prejudicado, disse o novo diretor adjunto da PJ, sublinhando que aquela investigação foi sempre um trabalho coletivo de vários procuradores do DCIAP, pelo que era apenas um dos procuradores cotitulares do inquérito.

Precisou, a propósito, que será substituído na investigação de Tancos pela magistrada do Ministério Público Cláudia Porto, que já estava a trabalhar na sua equipa antes de ter sido nomeado para a direção da PJ, a convite de Luís Neves, diretor nacional daquela polícia.

João Melo vincou que o convite para integrar a direção da PJ surgiu antes de existirem os problemas de Tancos, refutando qualquer ligação entre a investigação das armas furtadas de Tancos e a sua nomeação para a direção da PJ.

Também Luís Neves declarou aos jornalistas não ter existido qualquer peso na escolha de João Melo para seu diretor adjunto e o trabalho desenvolvido por aquele magistrado no deslindamento do caso de Tancos, esclarecendo que a nomeação resultou das suas capacidades de trabalho e de organização, aliado aos valores e ao conhecimento que detém em diversas áreas de combate à criminalidade.

Luís Neves salientou que João Melo é dos poucos magistrados do MP que investigou diferentes esferas da criminalidade, incluindo terrorismo e crime económico.

É uma mais valia [para a PJ] pela sua capacidade técnica, independentemente de ter existido ou não o caso de Tancos, concluiu.

Na sua intervenção oficial, Luís Neves falou dos esforços conjuntos com o Ministério da Justiça para reforçar os meios humanos da PJ, referindo que em março termina o curso de 120 inspetores para aquela polícia, estando prevista a entrada excecional de mais 48 inspetores vindos do mesmo curso.

O diretor nacional da PJ revelou ainda que, nos próximos dias, será proposto a abertura de um novo curso para mais 120 inspetores, garantindo que existem verbas para o efeito contempladas no Orçamento do Estado par 2019.

A ideia, avançou, é que a formação destes novos 120 inspetores se possa iniciar ainda durante este ano.

Luís Neves mostrou-se também preocupado em conseguir o reforço de peritos e de pessoal informático para a PJ, a par da melhoria das condições de trabalho e de instalações da PJ, de norte a sul do país. Ao nível das instalações apontou problemas em Setúbal e Braga e anunciou a intenção de propor o aproveitamento de instalações devolutas do Estado para instalar condignamente a PJ em algumas regiões do país.

Na cerimónia de posse de João Melo estiveram presentes a procuradora-geral da República (PGR), Lucília Gago, a ex-PGR Joana Marques Vidal e os ex-diretores do DCIAP Amadeu Guerra e Cândida Almeida.

Durante a manhã, o auditório da sede da PJ, em Lisboa, foi ainda palco de uma cerimónia de homenagem ao diretor cessante da Unidade de Perícia Financeira e Contabilidade (UPFC) da PJ, Egídio Cardoso, que se aposentou após largos anos nesta polícia de investigação científica.

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