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Testemunha diz que avisou em 2010 Câmara de Braga sobre muro que matou alunos em 2014

16/11/2018 00:02

Uma testemunha no caso da morte de três estudantes da Universidade do Minho atingidos por um muro, em abril de 2014, disse em tribunal que em 2010 tinha alertado a Câmara de Braga para o risco de queda daquela estrutura.

Falando no Tribunal de Braga, durante a repetição do julgamento, aquela testemunha, administrador do condomínio situado frente ao muro, disse que a estrutura apresentava “fissuras” e “alguma inclinação”, havendo também “lombas” no passeio contíguo, provocadas pelas raízes de árvores.

Por isso, e face “ao risco de queda” do muro, em 2010 reportou a situação à câmara, apelando à tomada de medidas para segurança dos transeuntes.

Nunca tive resposta da câmara, acrescentou a testemunha

Disse ainda que o condomínio nunca efetuou qualquer intervenção na obra porque entendeu sempre que o muro não pertencia ao prédio e que era do domínio público.

O muro em questão era uma estrutura parecida com uma paragem de autocarros, com alvenaria de tijolo e uma pala em betão.

Até 2012, essa peça albergou as caixas de correio de um condomínio situado do outro lado da rua.


O administrador do condomínio e dois elementos da Câmara de Braga chegaram a ser arguidos no processo mas pediram a abertura de instrução, tendo a juíza decidido não os levar a julgamento.

Na altura, a juíza de instrução admitiu que, de alguma forma, os três beneficiaram do desaparecimento, na Câmara de Braga, do processo relativo àquele local.

Ficou, assim, por saber qual foi o teor completo da troca de correspondência entre a Câmara e o administrador do condomínio sobre a alegada falta de segurança do muro e que diligências foram feitas de parte a parte.