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Aumento da temperatura vai reduzir drasticamente a neve dos Pirenéus

13/11/2018 00:02

O aumento da temperatura média nos Pirenéus em 1,2 graus centígrados nos últimos 50 anos faz prever que esta cordilheira perca metade da sua neve até 2050 e, se nada for feito, 80% antes do final do século.

Esta é uma das principais conclusões divulgada durante a apresentação do relatório “As Alterações Climáticas nos Pirenéus: Impacto, Vulnerabilidades e Adaptação”, feito por mais de cem cientistas de Espanha, França e Andorra, para o Observatório Pirenaico das Alterações Climáticas (OPCC).

O panorama é preocupante, considerando que a subida média da temperatura na cordilheira foi de 1,2 graus de nos últimos 50 anos. A média mundial foi de 0,85 graus, pelo que o aquecimento dos Pirenéus foi 41% superior.

O coordenador do estudo, Juan Terrádez, destacou na ocasião que metade dos glaciares dos Pirenéus já desapareceu.

Acresce que a maior instabilidade climática provoca um aumento dos riscos, como deslizes de terras, inundações e incêndios florestais, bem como episódios de seca e chuvas torrenciais cada vez mais intensos.

Os Pirenéus têm “febre”, o que “é um sintoma de que se está a passar alguma coisa”, apontou a investigadora Idoia Arauzo, que também enumerou os dez desafios das alterações climáticas nos Pirenéus deduzidos do relatório, entre os quais preparar a população para as alterações climáticas, reforçar a segurança perante os riscos naturais e acompanhar a população nos períodos de seca.