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As ameaças de demissão e a recusa de Cavaco de que Passos abandonasse o navio

23/10/2018 06:42

Ao longo dos quatro anos de Governo PSD/CDS-PP, Passos Coelho ameaçou demitir-se mais do que uma vez, hipótese que o então Presidente da República recusou, argumentando que o primeiro-ministro “não podia abandonar o navio”.

O relato da primeira crise da coligação PSD/CDS-PP, no final do verão de 2012, é relevado pelo então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no segundo volume das suas memórias políticas, “Quarta-feira e outros dias”, que será apresentado publicamente na quarta-feira, em Lisboa, pela presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza.


Nos primeiros meses de 2013, o então chefe de Estado começou a temer novos desentendimentos entre os partidos da coligação, com a situação económica do país a deteriorar-se.


O dia 12 de maio “foi um dia politicamente louco”, lembra Cavaco Silva, a quem o primeiro-ministro voltou a dizer que “não tinha condições para continuar a liderar o Governo, que viesse outro que resolvesse melhor os problemas do país”.

Paulo Portas acabaria por concordar com uma pequena alteração na parte referente às pensões e ficaram, então, acertadas as condições para fechar a sétima avaliação da ‘troika’.