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Vilar de Mouros assume-se como festival “maduro” e espera 30 mil pessoas

21/08/2018 16:42

O festival Vilar de Mouros arranca quinta-feira assumindo a aposta num público maduro que gosta de “conforto” e “qualidade” e que deve atingir “pelo menos” as 30 mil pessoas nos três dias do evento, revelou a organização.

Em declarações à Lusa, Diogo Marques, um dos organizadores, explicou que o Vilar de Mouros se assume como “um festival maduro para gente crescida, onde impera o espírito do ‘com licença, desculpe’ e a qualidade”, este ano reforçada com “mais áreas de conforto e restauração”, zonas de jogos e transferes gratuitos para praias daquela zona do distrito de Viana do Castelo.

O responsável revelou que as vendas de bilhetes registam uma subida de 30 a 35% relativamente a 2017, pelo que a expectativa é “subir a fasquia dos 26 mil para os 30 mil espectadores” nos três dias de um festival onde vão passar “muitas bandas históricas” e “espetáculos únicos”, como os dos James, Incubus, Human League, PiL, do ex-vocalista dos Sex Pistols, John Lydon, ou Peter Murphy, acompanhado por David J, num concerto dedicado ao passado da banda Bauhaus.

Os horários do evento que teve a primeira edição em 1965 também já estão definidos: o recinto abre pelas 17:00 e há “seis concertos diários” a começar pelas 19:00 ou 19:30 e a prolongar-se até às 03:00 ou 03:30 de quinta-feira, sexta-feira e sábado.

Segundo Diogo Marques, o EDP Vilar de Mouros destina-se a um “público a partir dos 30/35 anos”, pelo que é “um festival para gente madura trazer os filhos”.

“Vemos cada vez mais crianças e jovens a ouvir as músicas que sempre ouviram os pais a cantar”, observou.

A aposta da atual organização, que tem contrato para a realização do festival até 2021, “é no bem-estar e conforto”, que se traduzem “no transfere gratuito a partir da estação de comboio de Caminha e que também leva as pessoas às praias” da região, ou nas “infraestruturas e mais-valias para um público que quer relaxar”.

“Queremos que as pessoas venham ao Minho também para passar férias”, frisou Diogo Marques.

No recinto ampliado em 2017, haverá nesta edição “mais áreas de conforto e de restauração” e “áreas de ‘gaming’”, para onde está prevista a realização “de minijogos sem fronteiras”.

“São dinâmicas diferentes para as pessoas usufruírem no festival. O nosso objetivo é melhorar a qualidade e o conforto, num festival limpo e educado”, acrescentou o organizador.

A contabilidade sobre as famílias presentes no festival vai ser feita pela primeira vez este ano, com uma pessoa apenas dedicada a números, pelo que no fim do evento será possível “contabilizar quantos dos presentes são solteiros, quantos casais estiveram presentes ou quantos espectadores se deslocaram ao recinto na companhia de familiares”.

O que já se sabe, a partir das pré-vendas, é que cerca de 50% do público do Vilar de Mouros é do Grande Porto e de Braga, e que a metade restante se divide entre os que se deslocam de Espanha, sobretudo do Norte, e quem vem de Lisboa e Coimbra.

No primeiro dia, o Vilar de Mouros conta com Peter Murphy a celebrar os 40 anos dos Bauhaus na companhia do cofundador da banda David J, numa das primeiras paragens da digressão para recordar a banda fundada em 1978 em Inglaterra.

Nesse dia, Vilar de Mouros recebe também os Pretenders, fundados no fim da década de 70 do século XX, para apresentarem o décimo trabalho de originais, “Alone”, produzido por Dan Auerbach dos Black Keys.

Public Image Limited (ou PiL), Human League, Plastic People e Cavaliers of Fun completam o cartaz do primeiro de três dias deste festival que em 1971 ficou para a história como o “Woodstock” português, que em 1982 recebeu os U2 e retomou a periodicidade anual em 2014, após um interregno de oito anos.

Na sexta-feira, apresentam-se os Incubus e os Editors, mas também os jovens Kitty Daisy & Lewis e os portugueses David Fonseca, GNR e Scarecrow Paulo.

Fecham o cartaz, no sábado, os James, dEUS, Los Lobos e John Cale, Crystal Fighters e Luís Severo.