• Correio do Minho
Correio do Minho

Correio do Minho

Formulário de pesquisa

Forças pró-governamentais assumem controlo de Masaya, na Nicarágua

18/07/2018 09:17

As forças pró-governamentais assumiram o controlo da região de Masaya, no sul da Nicarágua, onde os manifestantes ergueram barricadas desde o início dos protestos contra o Presidente Daniel Ortega, a 18 de abril.

Hoje [terça-feira], foi a vez de Monimbo, Masaya, encontrar ruas livres de bloqueios, onde as pessoas podem movimentar-se livremente, publicou o Governo da Nicarágua na sua página na Internet.

Este distrito histórico celebra sua liberdade, depois de ter sido sequestrado por terroristas financiados pela direita golpista, pode ler-se na mesma nota.

O presidente da Associação Nicaraguense dos Direitos Humanos (ANPDH), Alvaro Leiva, confirmou à agência de notícias France-Presse (AFP) que, após o uso excessivo da força contra os manifestantes, a polícia e as milícias assumiram o controlo da cidade.

Mil homens da polícias de choque e paramilitares que estavam fortemente armados entraram no início da manhã em Masaya, a cerca de trinta quilómetros da capital, Manágua.

Pelo menos duas pessoas foram mortas no ataque, uma mulher idosa e um polícia, disse à AFP a presidente do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), Vilma Núñez.

Uma caça indiscriminada foi lançada contra o povo, há incursões nas casas, eles estão a arrombar portas, estão a atirar pessoas e os seus pertences na rua, acrescentou.

O acesso à cidade tinha sido bloqueado e os jornalistas impedidos de passar: alvejada pelos disparos, uma equipe da AFP foi forçada a recuar quando chegou à periferia da cidade.

Eles atacam Monimbo! As balas atingem a igreja Maria Magdalena, onde o padre se refugiou, escreveu o bispo auxiliar de Manágua na rede social Twitter, Silvio Baez, apelando ao Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, a acabar com este massacre.

Nos vídeos e gravações publicados nas redes sociais, pode-se ouvir fogo pesado e gritos. Moradores e jornalistas locais relataram a presença de homens encapuzados equipados com armas de assalto Kalashnikov e M16, bem como franco-atiradores.