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Mobilidade individual amiga do ambiente não é um risco – presidente da Toyota Portugal

14/07/2018 19:42

O presidente da Toyota Portugal, marca que assinala 50 anos no nosso país, considerou que a aposta na mobilidade individual amiga do ambiente não é um risco, porque o consumidor português está fortemente consciencializado para a questão ambiental.

Em entrevista à Lusa, a propósito da comemoração, hoje, em Braga, do meio século da presença da marca nipónica em Portugal, José Reis apontou a preocupação com o Ambiente como uma mais-valia, patente na opção, já anunciada, de deixar de fabricar carros a gasóleo, embora tenha mostrado algumas reservas quanto à capacidade de rede de carregamento para carros elétricos (híbridos `plug-in`) atualmente existente.

As soluções ambientais não comportam um risco, porque há uma consciência muito grande. A Toyota foi pioneira no anuncio de deixar de fabricar carros a gasóleo, ao nível da mobilidade individual, e o facto é que os clientes reagiram de tal maneira que tivemos de fazer campanhas para vender os carros a diesel que ainda temos, e não podemos propriamente atirar ao rio, afirmou o responsável pela Toyota, genro do fundador da Salvador Caetano, que, em 1968, trouxe para Portugal a marca oriunda no Japão.

Os números atestam: A experiência está a dizer que o nosso crescimento [nas vendas de híbridos] está na ordem os 15%, enquanto o mercado está a crescer quatro ou cinco por cento, apontou.

O cliente português está sensibilizado, ao contrário do que se possa pensar, garantiu, mas José Reis deixou algumas preocupações.

O Governo fez uma opção de postos de carregamento elétricos, há muita coisa a fazer, muitos postos para instalar e disciplinar os condutores. Vemos muitos sítios destinados ao carregamento de veículos elétricos ocupados como lugares de estacionamento normais, disse.

Segundo o líder da Toyota em Portugal, a aposta devia passar pelas autarquias, ser delegada nas autarquias, no que respeita aos híbridos `plug-in`: Hoje em dia o número de viaturas elétricas ainda não cresceu mas se não se acautelar, pode acontecer que a rede não tenha a capacidade de resposta que vai ser necessária, alertou.

Com mais de 618 mil carros vendidos em Portugal, desde 1968, a estratégia da marca para o nosso país segue no sentido da adaptação à nova forma de encarar o automóvel por parte do consumidor.

Temos de associar duas coisas, a moda e a concupiscência ambiental. Se um carro não estiver bonito, ao gosto das pessoas, não adianta nada. Há e vai haver um modo diferente de usar a viatura. É a tendência. Hoje nota-se principalmente nos jovens, que são menos sensíveis à posse, querem um carro para usar só quando precisam, não por objetivo, e são adeptos da partilha, avisou.

E a Toyota está a preparar-se para a nova realidade: Os clientes é que mandam, temos de criar soluções em linha com o que os clientes querem. Estamos a estudar a solução, por exemplo, de comprar um dos nossos carros mais pequenos e ter a possibilidade de durante 15 dias ao ano, que podem ser intercalados, poder usar um carro maior, já incluídos nas condições de compra, revelou.

O objetivo é deslumbrar o consumidor, ir ao encontro das suas expectativas e até ultrapassá-las.

Além da normal preocupação com as vendas, a marca destaca-se pela consciência social que associa à sua presença em Portugal: Por cada Toyota vendido há uma árvore plantada. Fazemos isto há já muitos anos. Preocupação com o ambiente de forma transversal, nos veículos e na forma como os produzimos, mas também no que nos rodeia, explicou.

Em 2017, a marca Toyota consolidou a posição de liderança na eletrificação automóvel, tendo alcançado em Portugal um aumento expressivo na venda de viaturas híbridas (3.797 unidades), com um crescimento de 74,5%, face ao ano 2016 (2.176 unidades).

A marca conta com uma rede de 26 concessionários, 46 `showrooms`, 57 oficinas de reparação e comercialização de peças, com um total de aproximadamente 1500 pessoas, como seus colaboradores.