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BE denuncia atrasos e adiamentos nas consultas de otorrino no Hospital de Braga

12/07/2018 21:02

O BE denunciou atrasos e adiamentos sucessivos nas consultas de otorrinolaringologia no Hospital de Braga, considerando a situação inadmissível pelo que questionou o Governo sobre que medidas pretende tomar para garantir o atendimento atempado aos utentes daquela unidade.

Numa pergunta hoje dirigida ao ministério da Saúde, os deputados bloquistas Pedro Soares, Moisés Ferreira e Jorge Falcato salientam que o Hospital de Braga, gerido em Parceria Publico Privada (PPP) com o grupo Mello Saúde, de acordo com o sítio na internet com os tempos médios de espera, no dia 30 de novembro de 2017, havia 3.516 pessoas a aguardar atendimento de otorrinolaringologia no Hospital de Braga, sendo o tempo de espera de 216 dias, ou seja, mais de sete meses.

Os bloquistas explanam que aquele número avassalador acrescem ainda 59 doentes prioritários e 225 que aguardam atribuição de prioridade e que no que concerne a pessoas aguardando cirurgia de otorrinolaringologia, o cenário não é mais animador: a 30 de novembro de 2017, estavam 1462 pessoas a aguardar cirurgia, às quais acrescem 18 prioritárias e 4 doentes oncológicos, que teriam que aguardar respetivamente, 35 e 22 dias.

Segundo aqueles números, refere o texto, já em novembro de 2017 o Hospital de Braga se encontrava em incumprimento face ao tempo máximo de resposta previsto na legislação que estabelece em 150 dias o tempo máximo de resposta para consulta.

Não se compreende nem se pode aceitar esta situação. O Hospital de Braga tem que obrigação de prestação de cuidados aos utentes. Não é aceitável que os utentes estejam meses a guardar a marcação de consultas que são sucessivamente adiadas, salientam os três deputados.

Como exemplo, os parlamentares apontam o caso de um utente que tinha consulta marcada para maio de 2018, sendo que a consulta foi adiada não tendo sido remarcada e que quando a pessoa contactou o hospital, foi-lhe dito que não havia previsão de marcação de nova data, tendo-lhe sido sugerido que se dirigisse ao serviço de urgência se a situação se complicasse.

Outro exemplo apontando refere-se a uma utente que necessita realizar uma ressonância magnética para ser analisada na consulta de otorrinolaringologia: A consulta foi sucessivamente desmarcada. Contactado o serviço de imagiologia onde a ressonância também ainda não foi agendada, foi-lhe dito que a marcação só era efetuada após a consulta de otorrinolaringologia estar marcada, explica o comunicado.

Assim, os deputados bloquistas questionam o Governo e o gestor da PPP têm conhecimento dos atrasos no serviço de otorrinolaringologia e que medidas foram ou estão a ser desencadeadas para fazer face aos atrasos.

O bloco quer ainda saber quantas pessoas aguardam atualmente consulta no serviço de otorrinolaringologia e quantas já ultrapassaram o tempo máximo de resposta garantido.

Entre outras questões, o Bloco de Esquerda pergunta ainda o ministério de Adalberto Campos Fernandes quantos otorrinolaringologistas deveria ter o serviço de otorrinolaringologia e quantos tem atualmente.