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Cerca de 30 professores reunidos em “vigília de luta” em Braga

10/07/2018 20:42

Cerca de 30 professores concentraram-se esta terça-feira em Braga numa vigília de luta pelo reconhecimento dos nove anos quatro meses e dois dias de tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira.

Nós só pedimos aquilo a que é nosso de direito. É uma questão de justiça. Não estamos sequer a pedir retroativos, explicou à Lusa Filipa Marques, representante do movimento espontâneo que organizou o protesto, Professores Sem Voz.

Convocado via redes sociais e pelo passa a palavra o protesto reuniu cerca de 30 professores, sendo que a data do protesto não foi escolhida ao acaso: Quisemos fazer isto hoje para mostrar que estamos unidos uma vez que recomeçam amanhã [quarta-feira] as negociações entre os professores e o ministro da Educação, explicou a docente.

Segundo Filipa Marques, com este protesto e outras ações que estão a ser equacionadas os professores desejam mostrar união e força, salientando que a greve não é o único caminho.

Das negociações de se iniciam quarta-feira entre os sindicatos do setor e o ministro Tiago Brandão Rodrigues, os docentes reunidos em Braga esperam nem menos um dia reconhecido do que os nove anos, quatro meses e dois dias.

O movimento Professores Sem Voz, explicou aquela professora, nasceu numa ação de protesto durante a qual em conversa professores que não se conheciam de lado nenhum decidiram juntar-se com o objetivo de dar a conhecer a luta que enfrentam, mas também os problemas da carreira de docente.

Filipa Marques apontou o cansaço, exaustão e más condições de trabalho como alguns desses problemas.

E depois disto tudo ainda nos é vedada a hipótese de atingir o topo de carreira devido ao congelamento das progressões. Se aos 50 anos estamos num terceiro escalão e são dez, nunca lá chegaremos e vamos, obviamente, ser prejudicados na reforma, terminou.