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Desemprego do Norte no valor mais baixo dos últimos 13 anos no arranque de 2018

05/07/2018 14:17

A taxa de desemprego da região Norte atingiu no primeiro trimestre de 2018 o “valor mais baixo dos últimos 13 anos”, cifrando-se nos 8,1%, valor que compara com 9,3% no trimestre anterior e 10,9% no período homólogo de 2017, revelou hoje o relatório Norte Conjuntura.

Já o emprego na região “cresceu 3,1% em termos homólogos no primeiro trimestre de 2018, quase igualando o registo do trimestre anterior (3,2%)”, com a indústria transformadora a ser responsável pelo maior contributo para este crescimento, indica o relatório trimestral que identifica as tendências que marcam a evolução económica no território e a que a Lusa teve hoje acesso.

“Deve igualmente referir-se os contributos do ramo ‘alojamento, restauração e similares’ (com mais cerca de 12 mil pessoas empregadas do que há um ano, representando uma variação homóloga de 18,0%), das atividades de saúde humana e apoio social (com um acréscimo de 11 mil pessoas empregadas, equivalente a +8,2%), do comércio (com mais cerca de 10 mil empregados, ou +3,8%) e da educação (com mais 9 mil empregados, representando +7,0%)”, acrescenta.

Elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), o documento refere ainda que “o consumo privado continuou a crescer, com acelerações do crescimento do crédito ao consumo e dos levantamentos Multibanco com cartões nacionais”.

No final de março, a dívida das famílias do Norte ao sistema bancário e financeiro residente relativa a crédito ao consumo e outros fins (excluindo habitação) ascendia a 7.692 milhões de euros e apresentava, em termos homólogos, um crescimento de 5,9% (resultado que compara com 4,9% no trimestre anterior).

Também o valor de novos empréstimos concedidos às empresas da região demonstra “uma forte dinâmica de crescimento e a inversão da tendência verificada até 2017”, verificando-se, no primeiro trimestre do ano, uma subida de 17,7% em termos homólogos, “recuperando um valor que já não se registava desde o primeiro trimestre de 2014”.

De acordo com o relatório, e segundo a informação preliminar disponível, as exportações de bens por parte das empresas do Norte registaram no arranque de 2018 um crescimento nominal de 1,1% em termos homólogos (resultado que compara com 7,6% no trimestre anterior), assegurado pelas vendas para o exterior de “instrumentos e aparelhos de ótica, fotografia, cinematografia, de medida, controlo, precisão ou médico-cirúrgicos”.

Merecem destaque também as exportações de “veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios”, com um crescimento homólogo de 9,4% e assegurando um contributo de um ponto percentual para a variação do total das exportações da região.

Ainda no primeiro trimestre, os indicadores de atividade dos estabelecimentos hoteleiros da região “continuaram a exibir fortes crescimentos”, sendo que o número de dormidas reforçou o seu ritmo de crescimento, com uma variação homóloga de 12,4%, que compara com 10,8% no trimestre anterior.

Neste mesmo período, os hóspedes residentes no estrangeiro foram responsáveis por 53,1% das dormidas, “uma proporção superior à observada no período homólogo do ano passado, que tinha sido de 51,0%”.