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Sindicato de professores alerta para próximo ano letivo muito turbulento

27/06/2018 00:02

O Sindicato Independente dos Professores e Educadores criticou a decisão de serviços mínimos na greve às avaliações, mas alerta que a união de milhares dos professores poderá traduzir-se num próximo ano letivo muito turbulento.

O colégio arbitral decidiu por unanimidade, decretar serviços mínimos na greve dos professores às avaliações dos conselhos de turma dos 9.º, 11.º e 12.º anos, os três anos de escolaridade em que os alunos realizam provas finais ou exames nacionais.

Os conselhos de turma daqueles três anos de escolaridade devem realizar-se até 5 de julho, segundo a decisão do colégio arbitral divulgada pelo Ministério da Educação.

Entre as principais exigências está a recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias de serviço que esteve congelado e os professores querem ver contabilizado para efeitos de progressão da carreira.


Júlia Azevedo lembrou que as dez estruturas sindicais - entre as quais se encontra o SIPE, a Fenprof e a FNE - convocaram uma greve às avaliações entre os dias 18 de junho e 13 de julho, ou seja, depois de terminado o período em que se realizaram as reuniões do 9.º, 11.º e 12.º anos.

A decisão do colégio arbitral acabou por incidir sobretudo nos efeitos da greve do recém-criado sindicato Somos Todos Professores (S.T.O.P.) que decorreu no início de junho e que inviabilizou centenas de reuniões de avaliação dos anos de provas finais e exames, que deveriam ter acontecido antes do arranque da época de exames.

A greve às avaliações do S.T.O.P. vai porém mais longe do que a paralisação dos outras dez estruturas sindicatos e está marcada até 31 de julho.

O colégio arbitral decidiu ainda que “o diretor, ou quem o substitua, deve recolher antecipadamente todos os elementos referentes à avaliação de cada aluno que ainda não tenha nota atribuída, para que se possam tomar as melhores decisões pedagógicas”, segundo o Ministério da Educação.

O colégio arbitral foi chamado a decidir depois de uma reunião entre as partes – Governo e sindicatos – que terminou sem acordo.