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STAL acusa Braval de “salários de miséria” e laborar em “clamorosa ilegalidade”

13/06/2018 17:42

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional acusou hoje a Braval, empresa que trata de resíduos sólidos de municípios do distrito de Braga, de praticar salários de miséria e de laborar em clamorosa ilegalidade.

Em comunicado enviado à Lusa, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) adianta que há trabalhadores na Braval com 17 anos de serviço e a ganhar 380 euros por mês.

A precariedade e salários de miséria na Braval deveriam envergonhar os municípios, lê-se.

Segundo o STAL, a Braval controlada exclusivamente por entidades de direito público tem cerca de 140 trabalhadores, a maioria dos quais, apesar de contar mais de 17 anos de serviço, continua com vínculo precário a tempo parcial, auferindo um salário de apenas 380 euros mensais.

O STAL afirma que aquela situação é uma clamorosa ilegalidade e pela aos seis municípios acionistas da empresa (Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Amares, Vila Verde e Terras de Bouro) para porem cobro a esta situação vergonhosa que atinge a maioria dos trabalhadores da Braval.

Para além de vítimas de uma exploração intolerável, cujos mentores e responsáveis últimos são eleitos autárquicos, estes trabalhadores são objeto de uma discriminação evidente, que contraria os fundamentos de um estado de direito democrático, aponta o sindicato.

O comunicado refere que os trabalhadores da Braval prestam o mesmo tempo de serviço que qualquer trabalhador com vínculo público em regime de jornada contínua, ou seja seis horas diárias mas enquanto os seus colegas integrados nos quadros de pessoal das autarquias auferem no mínimo 580 euros, correspondentes ao salário mínimo nacional, a administração da Braval paga aos seus funcionários apenas 380 euros mensais.

O STAL exige ainda a rápida resolução desta situação escandalosa, reclamando a celebração de contratos sem termo para os trabalhadores que prestam funções permanentes, com a garantia de condições remuneratórias e um horário de trabalho equiparáveis aos trabalhadores em funções públicas, isto é, 35 horas semanais e o salário mínimo nacional como valor do vencimento base.