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Diálogo entre governo colombiano e guerrilha ELN retomado na próxima semana

06/05/2018 09:42

Cuba está a preparar a logística para acolher na próxima semana uma nova etapa das negociações de paz entre o governo colombiano e a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), foi hoje anunciado.

A ilha, que já foi anfitriã das conversações de paz com as FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, “recebeu um pedido oficial do governo da Colômbia e do ELN para acolher o quinto ciclo” nas negociações, informou um elemento da equipa cubana, Iván Mora, citado pela agência Efe.

“Cuba manifestou a sua disponibilidade para acolher [o diálogo] e, neste momento, estão a ser feitos os preparativos de caráter logístico para que o quinto ciclo se possa iniciar na próxima semana em Havana”, capital do país, explicou Iván Mora.

A decisão de retomar o processo de paz em Cuba foi anunciada no sábado num curto comunicado conjunto, assinado pelas equipas que lideram as negociações, do governo colombiano e do grupo rebelde.

As negociações de paz com o ELN, que tinham como sede Quito, capital do Equador, iniciadas em fevereiro de 2017, estão suspensas desde 10 de janeiro deste ano, um dia após o fim do cessar-fogo bilateral devido a uma ofensiva do grupo de guerrilha que fez seis mortos e 40 feridos no norte da Colômbia e afetou as infraestruturas petrolíferas de várias regiões.

Em 18 de abril, o Presidente do Equador, Lenín Moreno, encarregou a ministra dos Negócios Estrangeiros, María Fernanda Espinosa, de informar a sua homóloga da Colômbia, María Ángela Holguín, de que o seu país suspendia a sua condição de intermediário nas negociações para a paz.

Num comunicado da Secretária Nacional da Comunicação, o governo de Quioto precisou que “a decisão se mantém enquanto a guerrilha ELN continuar a executar atividades terroristas”.

No início do processo negocial com o Exército de Libertação Nacional, foi criada uma mesa de conversões única no Equador, mas houve reuniões Venezuela, Chile, Brasil e Cuba.

Cuba acolheu durante quase quatro anos as negociações entre o governo do Presidente Juan Manuel Santos e as FARC, dissolvidas e convertidas num partido político, a Força Alternativa Revolucionária Comum, a mesma sigla.