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Incêndios: Governo disponível para aumentar linha de crédito para parques de madeira

23/03/2018 16:42

O Governo está disponível para aumentar a linha de crédito para os parques de madeira queimada, afirmou hoje, em Mangualde, o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos.

Não teremos nenhum problema em aumentar [a linha de crédito], se constatarmos que isso é necessário, disse o ministro da Agricultura.

O Governo tem disponível uma linha de crédito de cinco milhões de euros para apoiar a compra da madeira por parte das entidades que promovem a construção ou ampliação de parques de madeira queimada.

O presidente da Associação das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Portugal (AIMMP), Vítor Poças, alertou, no dia 12, que a linha de crédito é insuficiente e é necessário ser alargada, já que o setor perspetiva gastar cerca de 35 milhões de euros na compra de madeira queimada.

Hoje, o ministro da Agricultura participou na assinatura dos contratos para a construção e ampliação de 26 parques de madeira queimada, 25 dos quais da responsabilidade de um consórcio de 14 empresas do setor e um do município de Vila de Rei.

Depois da assinatura, ainda visitou a empresa Costa Ibérica, em Mangualde, que vai ampliar dois parques de madeira e criar um de raiz.

Antes da visita, Capoulas Santos explicou que, para além de disponibilizar a linha de crédito, o Governo atribui um apoio de quatro euros por tonelada aos produtores desde que a madeira seja comprada segundo o preço estipulado, dando ainda 3 euros e 3,5 euros para o armazenamento seco e regado de madeira de serração (com diâmetro superior a 20 centímetros) por tonelada, respetivamente.

Para a madeira de faxina (inferior a 20 centímetros), o apoio é de 1,5 euros por tonelada.

Trata-se de um incentivo. Naturalmente, o esforço financeiro maior corresponde à indústria, que tem de adquirir a madeira e armazená-la, de forma que este excesso de oferta que foi provocado pelos incêndios possa ser devidamente condicionado, a madeira não se deteriore e se possa evitar a importação nos próximos dois ou três anos, salientou.

Viseu, Braga, Santarém e Castelo Branco são os distritos que vão ter mais parques de madeira queimada criados por empresas do setor.

Dos 25 parques aprovados na candidatura do consórcio de 14 empresas do setor, 17 são ampliações de estruturas existentes e oito são parques criados de raiz, sendo que a maioria (16) são para armazenar madeira de serração, havendo seis para madeira de trituração e três mistos, informou a Associação das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Portugal (AIMMP).

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