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Médicos querem saber como serão seguidos doentes que façam testes nas farmácias

13/03/2018 00:57

A Ordem dos Médicos quer uma definição clara do encaminhamento dos doentes que façam testes de rastreio ao VIH e hepatites nas farmácias e apela a que seja salvaguardada a confidencialidade dos utentes e a formação dos farmacêuticos.

Em declarações à agência Lusa, o bastonário dos Médicos considera que o despacho que permite realizar testes de rastreio ao VIH e às hepatites B e C nas farmácias tem “objetivos nobres”, como tentar a erradicação da hepatite C e detetar mais precocemente as infeções por VIH/sida.

É fundamental definir como estas pessoas vão ser seguidas e orientadas. Tem de existir uma via verde para as pessoas com testes reativos e o fluxo deve ser bem definido”, comentou Miguel Guimarães, indicando que é necessário compreender se os utilizadores com testes reativos são encaminhados para os médicos de família ou diretamente para os hospitais.

Estes testes rápidos de rastreio que passam a poder ser feitos nas farmácias não indicam um diagnóstico, sendo antes um despiste, dando sinais da presença da infeção. Contudo, a confirmação e o diagnóstico têm de ser realizados por um médico.

Estes testes rápidos vão poder ser feitos nas farmácias, sem necessidade de prescrição médica e, como tal, sem comparticipação estatal.

O bastonário da Ordem dos Médicos apela ainda para que seja salvaguardada a confidencialidade dos utentes e dos resultados e pede que sejam os farmacêuticos, e não os técnicos de farmácia, a realizar estes testes.