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Liga dos Bombeiros dá ultimato ao Governo até dia 28 para aceitar reivindicações

10/02/2018 20:57

O Conselho Nacional Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses aprovou hoje por unanimidade e aclamação dar um ultimato ao Governo até 28 deste mês para aceitar as reivindicações do setor, disse à Lusa o presidente.

O Conselho Nacional Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) esteve hoje reunido, em Palmela, para fazer o balanço dos contactos mantidos com o Governo nos últimos dois meses.

Decidimos priorizar um conjunto de situações que se resumem a dez propostas das 30 que nós temos, embora todas sejam para manter, começou por dizer o presidente da LBP, Jaime Marta Soares.

E se o Governo até ao dia 28 deste mês não nos der respostas concludentes, e que as aceita, nós vamos retirar o apoio ao dispositivo dos incêndios florestais, por exemplo, e também vamos pugnar para que nenhum comandante dos bombeiros participe nos CDOS [Comando Distrital de Operações de Socorro] como oficial de dia, ou seja, nas estruturas da Autoridade Nacional de Proteção Civil, acrescentou.

Mas, assumimos perante os portugueses que nunca os deixaremos em circunstância alguma entregues a si próprios, não deixaremos de defender até aos limites das nossas forças os portugueses, sublinhou Jaime Marta Soares.

Não vamos ser mais muletas do Governo, sabemos que sem nós não é possível responder aos portugueses nas áreas de socorro, de proteção civil. Ou o Governo aceita isto ou vai ter de responder aos portugueses pela leviandade que são as suas propostas, considerou.

Os bombeiros estão a reclamar para poder servir melhor as populações, somos um parceiro de mão de obra barata altamente qualificada, apontou, tecendo críticas ao Governo.

Este é uma questão que é transversal a todos os Governos, rematou.

A LBP ficou mandatada pelo Conselho Nacional em envidar todos os esforços que entenda para levar a que o Governo aceite as nossas reivindicações, concluiu Jaime Marta Soares.

Em dezembro, a LBP deu um prazo de 45 dias para obter respostas do Governo às propostas de reformas que defende para o setor, nomeadamente uma direção nacional dos bombeiros autónoma e independente, com orçamento próprio, um comando autónomo dos bombeiros, a criação de zonas operacionais e respetivos comandos operacionais, a instalação de mais 250 equipas especiais de primeira intervenção, a alteração do regulamento das equipas e massa salarial ou a criação de comissões distritais de reequipamentos

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