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Cristas questiona se há “má gestão” no Serviço Nacional de Saúde

09/01/2018 17:17

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, questionou hoje se existe má gestão na saúde, dada a degradação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e perante as garantias de reforço de profissionais, consultas e cirurgias dadas pelo primeiro-ministro.

O que é que se está a passar na saúde? É incompetência, é ma gestão, é dinheiro gasto onde não deve ser gasto? O que é que se passa? Se tudo o que o senhor primeiro-ministro diz é verdade, como é que os resultados podem ser estes, como podem ser cirurgias adiadas, consultas adiadas, listas de espera a aumentar, descontentamento a aumentar?, interrogou Assunção Cristas.

A líder centrista questionava o primeiro-ministro, António Costa, no debate quinzenal na Assembleia da República.

O chefe de Governo respondeu que o Orçamento do Estado reforçou em 5% a Saúde, tendo sido contratados pelo atual executivo mais 5800 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e outros, aumentando as consultas em quase mais 600 mil.

Na réplica, a presidente do CDS-PP citou o relatório da Entidade Reguladora da Saúde, apontando que atualmente se regista o valor mais baixo nos parâmetros de qualidade dos hospitais desde 2013 e, os mais baixos na adequação das instalações, desde 2015.

É a Entidade Reguladora da Saúde a dizer isto, preto no branco, não sou eu, é a Entidade Reguladora da Saúde, vincou.

Perante a divergência de pontos de vista, com António Costa a insistir no reforço de meios do SNS, Assunção Cristas insistia: Que coisa estranha esta, há tudo mais, mais, mas a saúde está menos, menos, menos, está pior.

Não sou eu que o digo, são os portugueses que o sentem quando frequentam o SNS. Se calhar não é por acaso que o CDS fala disto e o BE também, afirmou, numa referência às questões também colocadas pela coordenadora do Bloco, Catarina Martins.

A presidente centrista questionou ainda a dualidade de critérios relativamente aos territórios dos incêndios de julho e de outubro, o que foi recusado pelo primeiro-ministro, que reiterou que esta semana começam a ser pagas as indemnizações aos familiares das vítimas mortais de ambos os incêndios.

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