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Oitavo festival de dança GUIdance marca “consolidação” do evento

15/12/2017 17:42

A 8.ª edição do Festival de Dança Contemporânea GUIdance vai decorrer, em Guimarães, de 01 a 10 fevereiro, marcando a consolidação do evento com nove espetáculos, debates e até um jornal, após um percurso iniciado em 2011.

Apresentada hoje, a edição de 2018 leva a Guimarães nomes nacionais e internacionais da dança contemporânea como Rui Horta, Vera Mantero, Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão, Patricia Apergi, Wayne McGregor, Euripides Laskaridis, Peeping Tom, Marlene Monteiro Freitas e Andreas Merk.

Segundo o responsável artístico pelo evento, Rui Torrinha, esta 8.ª edição representa a configuração do GUIdance, em três camadas: Trazer a Guimarães alguns dos mais importantes criadores contemporâneos da atualidade, reforçar e valorizar aqueles que são os nosso maiores criadores e uma terceira camada que é a questão da emergência dos novos valores e a forma como eles têm que encontrar o seu lugar no festival.

Quando começámos a pensar na 8.ª edição, sentindo um pouco a consolidação do festival, reparámos com alguma ironia que se deitarmos o número 8 dá o infinito e foi a linha de partida para este festival. Quisemos refletir no festival a ancestralidade e a criação de futuros e isto é que o programa reflete, sublinhou.

Assim, o GUIdance abre a 01 de fevereiro com a estreia de Wayne McGregor e a sua Autobiography, espetáculo em que parte de uma busca pela tecnologia existente que é o seu corpo para lançar possibilidades que apontem à construção de futuros.

No dia seguinte, sobe ao palco do Centro Cultural Vila Flor a criação de Vera Montero O Limpo e o Sujo, na qual corpos educados e deseducados, atravessados por informação acumulada, procuram um novo lugar, seguido, a 03 de fevereiro, do espetáculo de Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristóvão, de nome Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre.

A fechar a primeira semana de festival, a 04 de fevereiro Rui Horta apresenta Humanário, cuja estreia absoluta acontece no GUIdance. Uma obra criada em conjunto com o maestro Tiago Simães, que integra 40 intérpretes amadores, onde o traço de união é a capacidade vocal.

A segunda parte do GUIdance abre a 07 de fevereiro com a reposição de Vespa, de Rui Horta, seguido da peça Cementary, de Patricia Apergi, uma espécie de fuga à distopia continuada por Marlene Monteiro Freitas em Jaguar.

No dia dia 10 de fevereiro, sobe ao palco Titans de Euripides Laskaridis, com o GUIdance a encerrar um dia depois com a companhia belga Peeping Tom.

O GUIdance tem ainda as indispensáveis atividades paralelas com o objetivo de aproximar público, artistas, escolas e pensadores, afirmando o GUIdance como um importante acontecimento artístico no calendário de inverno.

Os espetáculos dividem-se entre o Centro Cultural Vila Flor e a Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, sendo que os bilhetes já se encontram à venda, variando entre os 10 euros e os 3,50 euros.