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Gil Vicente novamente prejudicado com reintegração adiada diz o antigo presidente António Fiúza

14/12/2017 00:17

O presidente honorário do Gil Vicente, António Fiúza, entende que o clube foi “novamente prejudicado” com o acordo com o Belenenses e Liga de clubes, que lhe permite voltar à I Liga de futebol na época 2019/20.

Em declarações à agência Lusa, o antigo dirigente foi claro: “Este acordo foi feito com esta rapidez, porque, em 7 de dezembro, saiu a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa a condenar o Belenenses: os presidentes da Liga e do Belenenses, que esconderam o facto e quiserem ficar bem na fotografia, apresentaram um acordo e o do Gil Vicente, coitado, que quer o clube na I Liga o mais rápido possível, aceitou-o.”

Na terça-feira, Gil Vicente e Belenenses, representados pelos presidentes das sociedades desportivas Francisco Dias da Silva e Rui Pedro Soares, respetivamente, bem como o presidente da Liga, Pedro Proença, assinaram um princípio de acordo sobre o ‘caso Mateus’, que permite aos gilistas a subida administrativa à I Liga portuguesa de futebol, em 2019/20.

António Fiúza entende que o Gil Vicente deveria assinar um acordo, mas nunca um que protele ainda mais uma época a reintegração entre os maiores do futebol nacional.


António Fiúza entende que o Gil Vicente deve ser indemnizado, de forma imediata, em cerca de 10 milhões de euros.


O ‘caso Mateus’ remonta a agosto de 2006, quando o Gil Vicente, depois de ter assegurado a permanência, foi despromovido administrativamente à Liga de Honra, atual II Liga, devido à utilização do internacional angolano Mateus, quando o futebolista estava impedido por ter atuado com estatuto de amador, na época imediatamente anterior, ao serviço do Lixa.

Na altura, a Comissão Disciplinar da Liga sancionou o clube minhoto com a descida de divisão, após uma queixa do Belenenses, que o Conselho de Justiça da FPF ratificou, impedindo ainda os gilistas de participarem na Taça de Portugal, assim como nos campeonatos de juniores e iniciados.