• Correio do Minho
Correio do Minho

Correio do Minho

Formulário de pesquisa

“Um D. João Português - A Escuridão ao Fim da Estrada”, estreia-se hoje em Guimarães

13/12/2017 16:42

A quarta e última parte da tetralogia “Um D. João Português - A Escuridão ao Fim da Estrada”, com encenação de Luís Miguel Cintra, estreia-se hoje na Black Box da Fábrica Asa, em Guimarães, com entrada livre.

O espetáculo cruza uma tradução portuguesa anónima de cordel com o texto original de Molière, “D. João”. Na versão portuguesa, do século XVIII, é o homem quem acaba por ser vencido pela mulher, que generosamente o perdoa e força o casamento, uma opção qualificada por Luís Miguel Cintra como “uma ironia”.

Na versão portuguesa, “para não desagradar ao público, D. João não vai para o inferno, mas casa-se com D. Elvira, e faz um banquete com os seus irmãos”, disse Luís Miguel Cintra à agência Lusa.

Segundo o encenador, este último ato desemboca numa cena de fantasmagoria com espetros e outros acontecimentos espetaculares, transformando o casamento da versão portuguesa, numa mascarada de “Halloween”.

O primeiro ato do projeto “Um D. João Português”, “Na estrada da vida”, teve lugar no Montijo, em abril; o segundo – “O mar (e de rosas)” - foi em Setúbal, em julho; Viseu acolheu a terceira parte, composta pelo terceiro e pelo quarto atos da peça, “As árvores (dos desgostos)”, em setembro.

Este é “um projeto muito especial, que é o contrário de um projeto pronto a consumir”, disse Cintra à agência Lusa, referindo que a ideia foi sempre “mostrar às pessoas como é feito”.

O projeto conta agora com um apoio da Direção-Geral das Artes, mas “depende muito do entusiasmo de quem participa”, disse Cintra, que acrescentou que foi uma opção sua fazer “com tanta gente, esta peça, pois podia fazer com muito menos gente”.

“A peça – explicou – é uma espécie de peregrinação de duas personagens com cenas avulsas que se vão confrontando com outras personagens, até à morte de D. João”.

Este quinto ato conta com a participação dos atores Bernardo Souto, Dinis Gomes, Diogo Dória, Duarte Guimarães, Joana Manaças, João Jacinto, João Reixa, Leonardo Garibaldi, Luís Lima Barreto, Nídia Roque, Rita Durão e Sofia Marques.

A partir de janeiro, depois da apresentação em Guimarães, a versão integral do espetáculo será também apresentada no Montijo, em Setúbal e em Viseu, além de outras localidades, adiantou Luís Miguel Cintra à Lusa.

Luís Miguel Cintra afirmou que “vai ser engraçado” apresentar “as diferentes partes complementadas em sítios, com características diferentes uns dos outros. Vai implicar o refazer daquilo tudo e voltar a dar uma unidade àquilo tudo. Portanto, vai ser divertido”.

A estreia desta quarta e última parte verifica-se em vésperas de se completar um ano sobre o encerramento do Teatro da Cornucópia, em Lisboa, companhia cofundada por Luís Miguel Cintra, em 1973, e que contou com a sua direção, até ao encerramento, em 17 de dezembro de 2016.

mapa do site

2010 © todos os direitos reservados ARCADA NOVA - comunicação, marketing e publicidade, S.A. | concept by: New-Consulting