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Racionamento de água é medida no fim da linha - ministro do Ambiente

21/11/2017 11:57

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, admitiu hoje que o racionamento de água, devido à seca, é “uma hipótese teórica”, mas não faz qualquer sentido pensar nessa medida agora, porque está “no fim da linha”.


Questionado pelos jornalistas sobre a entrevista do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, publicada hoje no jornal i, em que admite o racionamento de água à noite, João Pedro Matos Fernandes disse tratar-se de uma “hipótese teórica”.

O secretário de Estado, na entrevista, de acordo com o ministro, “admite a vaga possibilidade” desse racionamento de água, “durante algumas horas” por dia, em “algumas autarquias onde a água está mesmo quase, quase a faltar” e “em situações muito específicas”.


O Governo tem “repetido reiteradamente a mensagem de que é preciso poupar água” e “compromete-se que a água não vai faltar na torneira dos portugueses”, insistiu.

Mas, para tal, avisou, é necessário “um grande apoio dos portugueses para pouparem água”, desde “o comum dos cidadãos” até aos “industriais, entidades públicas, grandes consumidores de água”.

As autarquias, que, na “quase totalidade das vezes”, são quem gere a água que chega a casa dos habitantes, devem adotar, “cada vez mais”, “um conjunto de medidas para além da poupança pura e simples” desse recurso.

A campanha de sensibilização para a poupança de água lançada pelo Governo, realçou o ministro, também não deve ser entendida como uma medida dirigida “só ao imediato”.

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