• Correio do Minho
Correio do Minho

Correio do Minho

Formulário de pesquisa

Homem acusado de matar a tia em Famalicão revelou perfeito domínio do caso explicou no tribunal de Guimaraes um agente da judiciaria que investigou

14/11/2017 00:02

Um inspetor da Polícia Judiciária afirmou no Tribunal de Guimarães, que o estudante acusado do homicídio da tia em Joane, Famalicão, registado em março de 2012, revelou “um perfeito domínio do cenário” do crime.

Falando na segunda audiência do julgamento, aquele inspetor disse que o arguido, Armindo Castro, demonstrou um “perfeito domínio” dos factos e do cenário do crime e “revelou pormenores que só ele podia saber”.

Quando foi interrogado pela PJ, Armindo Castro começou por negar, durante quatro horas, a prática do crime, mas após um intervalo assumiu a autoria dos factos.

“Deve-lhe ter dado um clique”, admitiu o inspetor da PJ, para vaticinar que a confissão se terá ficado a dever a um eventual peso na consciência.

Na altura, e na ausência de qualquer advogado, Armindo Castro confessou o crime e fez a reconstituição dos factos, que ficou gravada em vídeo.

Na primeira sessão do julgamento, Armindo alegou que aceitou fazer a reconstituição por se sentir ameaçado pela PJ e por temer que a mãe, também presente nas instalações da Judiciária do Porto, ficasse detida.

Disse ainda que, ao longo da filmagem da reconstituição, a PJ lhe foi dando sugestões, a que anuiu por um misto de estupidez, pânico e medo.

O inspetor da PJ ontem ouvido negou qualquer pressão ou coação sobre o arguido, sublinhando que se tratou de um “interrogatório normal”.

Este caso já teve um primeiro julgamento, no Tribunal de Famalicão, que acabou com a condenação de Armindo Castro a 20 anos de prisão, uma pena que a Relação entretanto baixou para 12 anos.

A condenação assentou, essencialmente, na reconstituição feita pelo arguido.

Não foram valorados os factos de, no dia e hora do crime, haver chamadas do telemóvel de Armindo e movimentos com o seu cartão multibanco registados a 50 quilómetros do local do homicídio.


Entre prisão preventiva e cumprimento de pena, Armindo passou dois anos e meio na cadeia, mas foi libertado em dezembro de 2014, depois de um outro homem ter ido à GNR de Guimarães assumir a autoria do crime, em conjunto com a sua mulher.

Desta confissão resultou uma segunda acusação para o mesmo homicídio, que imputa o crime àquele casal.

O casal e Armindo Castro estão agora a ser julgados, ao mesmo tempo e pelo mesmo crime, no Tribunal de Guimarães, mas com acusações diferentes.

mapa do site

2010 © todos os direitos reservados ARCADA NOVA - comunicação, marketing e publicidade, S.A. | concept by: New-Consulting