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Sporting de Braga diz que clima de guerrilha no futebol é ameaça ao seu futuro

08/11/2017 13:57

O Sporting de Braga considerou hoje, num comunicado divulgado no seu sítio, que “o clima de guerrilha que tomou conta do futebol, e que é sempre alimentado pelos mesmos, é uma ameaça real e concreta ao seu futuro”.

A SAD do clube bracarense diz que o silêncio do presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, demonstra a sua incapacidade para “opinar e atuar sobre os problemas que recaem sobre a competição que organiza”.

“Diversos agentes e entidades comportam-se de forma altamente lesiva para a viabilidade desportiva e financeira do nosso principal campeonato, mas estranhamente, ou talvez não, a instituição a quem compete zelar pela prova é aquela que mais se esforça por passar despercebida face a qualquer problema em torno do futebol português”, refere a nota.

Os ‘arsenalistas’ consideram ainda inaceitável que o presidente do Conselho de Arbitragem (CA), José Fontelas Gomes, se esconda no chavão de que “o nosso futebol não está preparado para a transparência”.

“É a coragem demonstrada nos momentos mais conturbados que permite evoluir, saltar barreiras, reeducar comportamentos e alterar mentalidades. Mas ter coragem não é ser transparente por conveniência ou quando nos dá jeito, mas sê-lo por convicção, em todos os momentos, doa a quem doer”, referem.

O clube aponta o dedo à Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), considerando que, através do seu presidente, Luciano Gonçalves, “demonstrou, mais uma vez, que não tem a mínima predisposição para contribuir para a melhoria do setor, servindo apenas como veículo corporativo”.

“E por isso compreendemos a mensagem que tem sido corporizada pelo Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, e revemo-nos e apoiamos as posições que tem defendido e os alertas que efetuou na sede do poder legislativo, a Assembleia da República”, sustentam em comunicado.

Os dirigentes ‘arsenalistas’ aguardam que, “nesse sentido, as mesmas tenham consequência e, se necessário for, que o Governo de Portugal sustente e reforce a aplicação das medidas contribuintes para a credibilização do futebol português”.

“A ação é inadiável, sob pena de futuros lamentos de quem tem a obrigação de os evitar”, alerta o comunicado do Sporting de Braga, que se reserva “o dever de denúncia, exigindo dos diversos agentes e entidades a assunção das respetivas responsabilidades”.

O clube refere ainda que, ao longo dos últimos dias, interpelou várias instâncias do futebol nacional, às quais formulou questões, expôs dúvidas e pediu explicações, “mas que, sem surpresa, aos apelos lançados responderam os vários agentes com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma”.

O Sporting de Braga “identificou fragilidades do sistema e predispõe-se a participar num amplo debate com vista à melhoria e à credibilização do nosso futebol”, mas “o silêncio confirma que o futebol português está demasiado comprometido na defesa do status quo vigente e não possui nem a maturidade nem a independência necessáriaspara se repensar e evoluir para novos patamares”.

“É absolutamente necessário que se enraíze a cultura da responsabilização. No Sporting de Braga, lidamos diariamente com o erro e com as suas consequências. É assim que os nossos dirigentes, treinadores e jogadores crescem e evoluem”, explicam.

O clube considera ainda que “é o ambiente criado em torno da arbitragem pelas diversas estruturas do futebol português que condiciona e inibe o seu melhor desempenho”.

“A preocupação do Sporting de Braga passa pela garantia de todas as condições para que os árbitros consigam demonstrar, em Portugal, a competência que lhes é reconhecida na Europa.

O clube diz ainda que “não pressiona árbitros”, “não admite qualquer espécie de coação sobre árbitros” e “não condiciona a avaliação dos árbitros, especulando com a sua promoção ou despromoção”.

“A luta do Sporting de Braga não visa uma classe, mas toda uma organização que perpetua o poder instituído, baseado na lei do mais forte que é submissa perante uns e tirana perante os outros. Este é o verdadeiro sistema do futebol português e o grande travão ao seu desenvolvimento”, refere ainda o comunicado.

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