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Audiência Nacional pede prisão para oito membros da Generalitat da Catalunha

02/11/2017 12:42

O Ministério Público espanhol pediu hoje prisão incondicional para oito membros do Governo catalão (Generalitat) destituídos, que estão a ser ouvidos em Madrid na Audiência Nacional, segundo a imprensa espanhola.

O procurador deixou fora deste pedido o ministro regional Santi Vila que se tinha demitido do cargo poucas horas antes de a Generalitat ter sido afastada por decisão do Governo espanhol de Mariano Rajoy.

Dos 14 membros do executivo regional (Generalitat) destituídos, apenas se apresentaram na Audiência Nacional esta manhã nove, tendo faltado cinco deles, incluindo o presidente, Carles Puigdemont.

O Ministério Público acusa os 14 antigos membros do executivo catalão, entre os quais Puigdemont, e seis deputados regionais, incluindo a presidente do parlamento, de delitos de rebelião, sedição e desvio de fundos, arriscando-se a penas que vão até 30 anos de prisão.

O presidente demitido do Governo catalão deslocou-se no início da semana à Bélgica e afirma que só regressará a Espanha quanto tiver “garantias imediatas de um tratamento justo, com separação de poderes”, o que considera não ser o caso.

Se os juízes assim decidirem, os suspeitos que não se apresentarem nas audições de hoje e sexta-feira podem ser detidos pela polícia e, no caso de ausência no estrangeiro, poderá ser emitido um mandado de detenção internacional.

O parlamento regional da Catalunha aprovou na passada sexta-feira a independência da região, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a assembleia regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupava.

O executivo de Mariano Rajoy, do Partido Popular (direita), apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou no sábado a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o Governo catalão, entre outras medidas.

Entretanto, também esta manhã Supremo Tribunal decidiu colocar os seis deputados regionais, entre eles a presidente do parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, em vigilância policial até daqui a uma semana, quando voltarão a ser ouvidos pelo tribunal.

O juiz aceitou o pedido do procurador depois da decisão de suspender as audiências, que começaram esta manhã, até quinta-feira, 09 de novembro.

O Ministério Público não se opôs ao adiamento das audições, mas pediu como medida cautelar a vigilância policial para Forcadell e os cinco membros da Mesa do parlamento regional.

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