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Supremo Tribunal espanhol coloca seis deputados regionais da Catalunha em vigilância policial

02/11/2017 11:57

O Supremo Tribunal espanhol decidiu colocar os seis deputados regionais, entre eles a presidente do parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, em vigilância policial até daqui a uma semana, quando voltarem a ser ouvidos pelo tribunal.

Segundo fontes do Tribunal Supremo, o juiz aceitou o pedido do procurador que fez este pedido depois da decisão de suspender as audiências que começaram esta manhã até 09 de novembro próximo.

O Ministério Público não se opôs ao adiamento das audições, mas pediu como medida cautelar a vigilância policial para Forcadell e os cinco membros da Mesa do parlamento regional.

Estes parlamentares começaram a ser ouvidos às 09:00 (08:00 em Lisboa) no Supremo Tribunal e num outro tribunal, a Audiência Nacional, uma câmara especial para julgar os casos mais sensíveis e graves contra o Estado espanhol, estão a ser ouvidos membros do governo regional.

Dos 14 membros do executivo regional (Generalitat), apenas se apresentaram até agora nove, tendo faltado cinco deles, entre eles o presidente do governo destituído, Carles Puigdemont.

O Ministério Público acusa os 14 antigos membros do executivo catalão, entre os quais Puigdemont, e os seis deputados regionais, incluindo a presidente do parlamento, de delitos de rebelião, sedição e desvio de fundos, arriscando-se a penas que vão até 30 anos de prisão.

O presidente demitido do governo catalão deslocou-se no início da semana à Bélgica e afirma que só regressará a Espanha quando tiver “garantias imediatas de um tratamento justo, com separação de poderes”, o que considera não ser o caso.

Se os juízes assim decidirem, os suspeitos que não se apresentarem nas audições de hoje e sexta-feira podem ser detidos pela polícia e, no caso de ausência no estrangeiro, poderá ser emitido um mandado de detenção internacional.

O parlamento regional da Catalunha aprovou na passada sexta-feira a independência da região, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a assembleia regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupava.

O executivo de Mariano Rajoy, do Partido Popular (direita), apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou no sábado a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o governo catalão.

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