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Economista alerta nas jornadas do PSD que “diabo só hibernou e um dia vai acordar”

30/10/2017 17:42

O economista Joaquim Sarmento defendeu hoje, nas jornadas parlamentares do PSD, que a estratégia económica do Governo está “presa por arames” mas alertou que “o diabo só hibernou” e “um dia vai acordar”.

O professor auxiliar de Finanças do Instituto Superior de Economia e Gestão e assessor económico do ex-Presidente da República Cavaco Silva deixou o alerta durante um painel sobre o Orçamento do Estado para 2018, o primeiro das jornadas do PSD, que decorrem até terça-feira em Braga.

“O doutor Passos Coelho não está na sala, mas se calhar assim até é mais fácil…”, começou por dizer Joaquim Sarmento, antes de aludir a uma referência que o presidente do PSD terá feito, antes das férias parlamentares de 2016, dizendo aos deputados do partido para as aproveitarem bem, porque depois viria “o diabo”.

“Não sei se ele falou ou não no diabo, mas o diabo nunca se foi embora, ele só está a hibernar. Ele hibernou e pode ser que se mantenha hibernado por mais algum tempo, mas um dia ele vai acordar”, alertou o economista e antigo consultor da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Joaquim Sarmento classificou a atual proposta de orçamento como “uma oportunidade adiada” e lamentou que a consolidação estrutural seja “mais uma vez adiada”.

“Enquanto esta bonança se mantiver, a solução está presa por arames, aguenta-se, no dia em que houver um safanão vamos ver esta montagem de castelo de cartas a ruir”, disse.

O outro orador do painel, o economista Pedro Braz Teixeira, deixou também uma sugestão original aos deputados do PSD para atacarem o que considera ser a principal omissão da proposta do Orçamento do Estado para 2018: o crescimento económico.

“Não sei qual o melhor figurino, não sei se uma comissão de inquérito para abordar a questão: porque é que Portugal está há tantos anos a divergir da União Europeia”, apontou.

O economista e antigo adjunto de Manuela Ferreira Leite quando esta foi ministra das Finanças salientou que já existiram comissões de inquérito para analisar os problemas do BES e da Caixa Geral de Depósitos, que afetaram apenas uma parte da população.

“A falta de crescimento afeta dez milhões de portugueses, não há nenhum problema tão lato e tão abrangente como a falta de crescimento”, defendeu Pedro Braz Teixeira.

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