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Ensino superior: Politécnicos pedem apoios para mais residências

23/09/2017 10:42

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP) alertou hoje para a necessidade de serem dados apoios às instituições de ensino superior para a construção de mais residências para estudantes.

O aumento do número de candidatos ao ensino superior registado este ano revelou constrangimentos do sistema quanto à oferta de alojamento. Em cidades como Lisboa e Porto os preços dispararam, situação que está a preocupar as academias.

Nuno Mangas explica que este é o reflexo de não terem sido criadas novas infraestruturas nos últimos anos, uma vez que o número de residências que existem atualmente são as mesmas que existiam há dez anos.

“Haveria aqui alguma necessidade de criar infraestruturas no âmbito do serviço de ação social das instituições”, disse, adiantando que esta é uma questão a debater com a tutela e chamando a atenção para a importância de as instituições serem apoiadas.

O presidente do CCISP defende que deve ser iniciado já um processo de preparação do próximo ano letivo, apontando também como uma das soluções imediatas um incentivo fiscal ao mercado privado de aluguer de quartos e casas a estudantes.

“Se a pressão este ano é esta no próximo ano esta situação vai agravar-se. O que se verifica hoje é que em algumas cidades haveria a necessidade de criar mecanismos que permitissem um aumento da oferta”, frisou.

Nuno Mangas, que é também presidente do Instituto Politécnico de Leiria, explica que há um crescimento dos estudantes nacionais mas também internacionais.

Em Leiria, explicou, o Politécnico aguarda há mais de um ano autorização para aumentar a capacidade da residência, que atualmente oferece apenas 750 camas para um universo de onze mil estudantes nos polos de Leiria, Peniche e Caldas da Rainha.

“Em Leiria temos 430 camas e devíamos ter no mínimo 650. Poderíamos ter ofertas superiores se o processo tivesse andado normalmente”, frisou.

Para responder a várias solicitações dos estudantes, a instituição decidiu em junho criar um portal onde a oferta privada coloca os seus anúncios, permitindo assim dinamizar o mercado local e dar alguma confiança aos estudantes de que aquilo que é publicitado tem alguma garantia de qualidade.

“Isso é algo que começámos a fazer em junho e tem dado resultados. Penso que outras instituições estão a fazer.

Para ao presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), esta é uma questão com especificidades diferentes de universidade para universidade.

“A pressão imobiliária tem uma dimensão e significado muito maior na cidade de Lisboa e Porto do que nas outas cidades, sobretudo no interior”, referiu.

O problema, adianta, tem de ser estudado, tem diferentes impactos, mas considera não ser um ponto central para o ensino superior.

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