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Arménio Carlos diz que era inevitável a subida do `rating` de Portugal

16/09/2017 22:17

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou que face à evolução positiva da economia portuguesa, era inevitável a melhoria do `rating` atribuído à República Portuguesa pelas agências de notação financeira.

Creio que esta era uma situação inevitável que teria que ser reconhecida, muito embora nós continuemos a pensar que as agências de rating não funcionam de acordo com as perspetivas reais de desenvolvimento dos países, mas pelo contrário, continuam a funcionar de acordo com objetivos especulativos e outros que lhes estão associados, afirmou à Lusa o dirigente sindical.

Na nossa opinião, mais importante do que este reconhecimento desta agência internacional é a necessidade de colocar a economia ao serviço dos trabalhadores, do povo e do desenvolvimento do país, sublinhou.

Na sua opinião, o Orçamento do Estado não pode deixar de olhar para as pessoas, para os trabalhadores e para as populações. E, acima de tudo, melhorar a qualidade dos serviços públicos e também as perspetivas de desenvolvimento do país de uma forma sustentada, contrariando esta linha que se vem acentuando ao longo dos anos de desertificação e de assimetrias do interior relativamente ao litoral.

E reforçou: Somos todos portugueses e todos temos que ser tratados como tal. Portanto, é preciso dar maior coesão económica, social e também territorial ao país.

Questionado sobre quem é que tem mais mérito na recuperação económica que permitiu a melhoria do `rating` de Portugal, se o executivo socialista ou o anterior Governo PSD/CDS, Arménio Carlos preferiu apontar para o esforço dos trabalhadores.

O grande mérito da evolução da situação económica em Portugal é dos trabalhadores e do povo português. Porque foram eles os grandes sacrificados ao longo dos últimos anos e foram eles que ao longo de todo este tempo com o seu trabalho, com a sua dedicação e com o seu sentido de dever para com o país construíram, numa situação muito difícil, as soluções para que se pudesse neste momento ter um crescimento económico que é do conhecimento de todos, assinalou.

Agora, isso só por si não chega. É preciso que o crescimento económico esteja associado ao desenvolvimento económico. E que esta riqueza que está a ser criada seja mais bem distribuída, destacou o líder da CGTP, apelando a um aumento geral dos salários, mas também a melhoria das pensões de reforma e de outros apoios, nomeadamente, aos desempregados.

A Standard & Poor`s (S&P) decidiu rever em alta o `rating` atribuído à dívida soberana portuguesa de `BB+`, a nota mais elevada de não investimento, para `BBB-`, a mais baixa de investimento, dispensando o passo intermédio habitual de subir a perspetiva, de `estável` para `positiva` antes de o fazer.

As previsões da economia a crescer 2% em média até 2020, um défice de 1,5% este ano e menos riscos no acesso ao financiamento levaram a agência de notação financeira S&P a tirar Portugal do `lixo`, uma decisão que foi anunciada na sexta-feira.

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