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Teatro do Noroeste lança Festival de Teatro de Viana do Castelo

30/08/2017 15:57

O lançamento do Festival de Teatro de Viana do Castelo, projeto financiado em 40 mil euros pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), é um dos principais destaques da programação do Teatro do Noroeste até ao final do ano.

O Teatro do Noroeste – CDV (Centro Dramático de Viana) apresentou hoje em Lisboa a sua programação para o último quadrimestre do ano (de setembro a dezembro de 2017), que tem como tema de fundo “As migrações” e inclui espetáculos de acolhimento, projetos comunitários e educativos, uma exposição retrospetiva e o lançamento do festival de teatro.

O Festival de Teatro de Viana do Castelo – projeto que o coletivo tinha já desde 2010 – resulta de uma candidatura do Teatro do Noroeste à DGArtes que foi aprovada com um orçamento de 40 mil euros, a que se juntam 20 mil euros do município de Viana do Castelo, revelou Ricardo Simões, diretor artístico.

Outra das novidades este ano é a criação de um passe, no valor aproximado de 40 euros, que dá acesso a todos os espetáculos e a um autocarro que fará o transporte entre Viana do Castelo e freguesias ou concelhos vizinhos.

Ricardo Simões explicou a opção pela apresentação do programa primeiro em Lisboa e depois no Porto (quinta-feira), antes de apresentar em Viana do Castelo (sexta-feira) com uma lógica de descentralização invertida, que visa convidar os públicos das principais cidades a conhecerem o que este coletivo faz na capital do Alto Minho há 25 anos.

Assim, o Festival de Teatro de Viana do Castelo, que decorrerá entre 10 e 18 de novembro, abre com a peça “Rei Lear”, a que se segue, no dia seguinte, “O grande tratado de encenação”, pelo Teatro Experimental do Porto, a partir da obra de António Pedro.

Um espetáculo do Teatro de Marionetes do Porto, o espetáculo “Guarda-Mundos”, pelo Teatro de Famalicão, a peça “Auto da Índia”, de Gil Vicente, pelo projeto Crisálida, uma jovem companhia do Alto Minho, e o grupo de teatro Peripécia, com um espetáculo intitulado “Fardo”, sucedem-se nos dias seguintes.

A terminar o festival, nos dias 17 e 18 de novembro, o Teatro Municipal Sá de Miranda acolhe “As criadas”, uma coprodução da Companhia de Teatro de Braga com a Seiva Trupe, com encenação de Rui Madeira, e o “Monólogo Subterrâneo”, do encenador Nuno Cardoso, escrito a partir da obra “Memórias do Subterrâneo”, de Fiódor Dostoiévski.

Esta primeira edição do Festival de Teatro de Viana do Castelo decorre na semana da “intolerância”, razão pela qual os organizadores tornaram os “espetáculos inclusivos”, com tradução para língua gestual e com uma visita guiada ao cenário, antes do início dos espetáculos, para que cegos ou pessoas com dificuldade de visão possam “ver com as mãos”, explicou Ricardo Simões.

No âmbito da programação de acolhimento, o “Ciclo a 4 Mãos” apresenta o espetáculo “Quem tem medo de Virginia Woolf”, com Diogo Infante e Alexandra Lencastre, no dia 08 de setembro, enquanto a companhia de teatro Umcoletivo, de Elvas, leva à cena, a 16 de setembro, a peça “As três irmãs”, baseada na obra homónima de Anton Tchekhov, encenada e interpretada por Cátia Terrinca.

Até dezembro haverá ainda lugar para três oficinas de teatro - uma com jovens, outra com seniores e a terceira com antigos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo – que vão funcionar sob o tema “Somos todos Migrantes”.

Ainda no mesmo contexto temático, será apresentado o espetáculo “I(Migrantes)”, entre 06 e 21 de outubro, com encenação de Graeme Pulleyn, que “pretende refletir sobre o que é a migração, a imigração e a emigração” e que “dará azo a conversas com o público logo após o espetáculo terminar”, numa iniciativa que os organizadores chamaram “ciclo digestivo”.

Posteriormente haverá também um ciclo temático sobre emigrações que conta com participações de pessoas ou entidades convidadas como os serviços sociais do município e famílias refugiadas sírias residentes em Viana do Castelo.

A assinalar os 25 anos do Teatro do Noroeste – CDV, vai estar patente até dezembro uma exposição retrospetiva com o espólio, adereços, roupas e fotografias que fazem a memória das 130 peças apresentadas durante aquele período.

O ciclo de espetáculos termina com uma reposição de “Perdição”, um musical ao estilo do cabaré, criado por Fernando Gomes, inspirado no romance “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco.

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