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Festival de Paredes de Coura atingiu o seu ponto de perfeição - organização

20/08/2017 00:02

O diretor do festival de Paredes de Coura, João Carvalho, considerou, ao último dia da 25.ª edição, que o evento atingiu o seu expoente máximo, sem conseguir ver por onde melhorar.

“Não estou muito bem a ver por onde, que isto não soe a arrogante, acho que o festival ganhou o seu zénite, está perfeito, olhes para onde olhares, não há nada que eu mudasse. Respira-se a natureza mais do que nunca, os cartazes são coerentes. Agora, de certeza absoluta que nós vamos inventar mais qualquer coisa para a próxima edição”, afirmou à Lusa João Carvalho, em balanço de um Vodafone Paredes de Coura que esgotou não só os passes gerais semanas antes de começar, mas também os bilhetes diários para o último dia.

João Carvalho respondeu, porém, que é possível “embelezá-lo, investir mais no cartaz, na criatividade, consolidar o afeto que [se tem] com o público, portanto é tentar melhorar o que já está bem feito”.

Horas antes, o músico Manuel Cruz cantou os parabéns ao Paredes de Coura a partir do palco principal e disse depois à Lusa que se trata de um evento com “um grande peso na memória, [onde] há um carinho por toda esta vivência por parte de todas as pessoas”.

O músico realçou que também ele viu “grandes concertos, sempre com um ambiente incrível” em Paredes de Coura, como Mr. Bungle e Flaming Lips, de quem comprou todos os discos a seguir.

O diretor do festival realçou que “Paredes de Coura é sinónimo de confiança”, quando questionado sobre o investimento em cartazes num contexto em que os festivais vendem bilhetes mesmo sem que tenham sido anunciados quaisquer bandas.

“Quando tivemos cartazes menos bons, as pessoas não vieram. Mas imagina que era um ano em que vendemos todos os ingressos até ao mês de dezembro. Jamais, em circunstância alguma, deixaríamos de investir nas bandas”, afirmou João Carvalho.

Sobre a possibilidade de o recinto ser expandido de forma a acomodar um aumento da lotação, o diretor do festival respondeu que não é algo que a organização anteveja, já que se trata de um “produto gourmet” que é para manter, apesar de ter havido um aumento de mais de quatro mil bilhetes em relação a 2015, quando o festival esgotou pela primeira vez na história.

A 25.ª edição do festival Paredes de Coura terminou ontem depois de quatro dias de música no concelho do distrito de Viana do Castelo, por onde passaram artistas como At The Drive-In, Future Islands, Young Fathers, entre muitos outros.

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