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“As Feiras do Livro são uma excelente iniciativa das câmaras”

01/07/2017 09:17

O ministro da Cultura elogiou ontem, na abertura da Feira do Livro de Braga, o papel que as autarquias desempenham na promoção destes certames. “A iniciativa da Feira do Livro fica muito bem nas mãos quer dos editores e livreiros, como acontece em Lisboa, quer nas câmaras. Elogio e congratulo-me com a grande actividade que os Municípios têm tido neste âmbito, o que revela que a sociedade civil está cada vez mais activa na área da cultura”, disse Luís Filipe Castro Mendes quando questiona sobre os apoios - ou a falta deles - do governo para esta iniciativa.

Revelando que o ministério da Cultura mantêm um diálogo com a câmara de Braga em áreas como o património, o ministro considera que o que a autarquia faz em termos Feira do Livro é “excelente”, não fazendo sentido, por isso, questionar porque é que o Estado não assume a realização destas iniciativas. “Se as câmaras as fazem bem, porque perguntam ao Estado, que tem outras acções na área do livro e da leitura, porque razão não promove Feiras do Livro?”, questiona o governante.

Considerando que “todas as ajudas o Estado são bem-vindas”, o presidente da câmara de Braga diz ter “consciência”de que o país não vive momentos “de grande folga” do ponto de vista do orçamento para a Cultura. “Percebemos que há outras áreas que carecem de um reforço de financiamento, como é o caso da programação artística”, diz Ricardo Rio.
No que diz respeito à 26.ª edição da Feira do Livro de Braga, que ontem abriu as suas portas ao público, o autarca diz que o certame é hoje um projecto consolidado, quer do ponto de vista d
a sua localização, quer do ponto de vista programático e participativo.

“Está ultrapassado o período em que vivemos a maturação da opção que tomamos no início do mandato de trazer a Feira do Livro para o centro da cidade. Penso que hoje é inequívoco de que foi uma opção acertada”, afirmou Ricardo Rio, acrescentando que esta opção permite não só uma interacção com outros equipamentos cultuais circundantes onde se realizam várias das manifestações que estão no seio da programação do certame - ou de outras manifestações culturais, como é o caso do Mimarte - mas, sobretudo, pela capacidade de atracção de visitantes e o contacto mais próximos com as diferentes ofertas apresentadas pelo certame.

Com um número de expositores semelhante ao ano anterior e uma programação mais arrojada e ampla, Ricardo Rio diz também que do ponto de vista prigramático este é também um projecto consolidado, “que ocupa o seu espaço natural dentro da programação cultural do concelho”.
A Feira do Livro de Braga está aberta ao público, na Avenida Central, até 16 de Julho e oferece uma leque variado de eventos. São 150 horas de programação onde se destaca a apresentação livros (25), tertúlias, exposições e concertos.

Para o público infanto-juvenil estão previstas também sessões de cinema, oficinas, horas do conto, teatro e um acampamento no Museu dos Biscainhos.
Além da cerimónia oficial de abertura, o primeiro dia do certame ficou marcado pela cerimónia de entrega do XXII Grande Prémios da Literatura dst, que decorreu no Theatro Circo, que este ano foi entregue a Mário Cláudio pelo seu trabalho ‘Astronomia’.

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