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Portugal acompanha ao minuto a situação da violência na Venezuela - MNE

28/06/2017 15:42

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou hoje que Portugal está a acompanhar ao minuto a evolução do clima de violência na Venezuela, manifestando o desejo que de esta não represente uma escalada.

Estamos a acompanhar ao minuto e o nosso desejo é que não represente nenhuma escalada [de violência], porque o nível de dificuldades que a Venezuela vive hoje é já suficientemente grave para [que existam] mais escaladas. É necessária uma solução política, porque só as soluções políticas resolvem problemas políticos, disse hoje o chefe da diplomacia portuguesa.

O Governo da Venezuela afirmou hoje que foram disparados 15 tiros contra o Ministério do Interior e lançadas quatro granadas contra o Supremo Tribunal durante um ataque, na terça-feira, a partir de um helicóptero tomado por um polícia.

Não foram registados feridos na sequência do incidente, descrito como um “ataque terrorista” pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

O governo venezuelano explicou que o helicóptero foi furtado de uma base militar por Óscar Pérez, um inspetor da polícia científica.

Santos Silva, que falava hoje à margem da assinatura de um protocolo no Ministério dos Negócios Estrangeiros, reiterou que continuam válidas as orientações aprovadas no último conselho de MNE da União Europeia sobre a Venezuela.

Estas orientações, enumerou o ministro português, chamam todas as partes a um diálogo inclusivo, à necessidade de todas repudiarem quaisquer atos de violência e à necessidade de se criar condições políticas para que o calendário na Venezuela seja finalmente cumprido.

Questionado sobre se o Governo português tinha chamado o embaixador venezuelano para receber informações adicionais sobre os mais recentes acontecimentos na Venezuela, Santos Silva disse que a situação ainda não o justifica.

Não. Ainda não é caso disso. O embaixador é um grande amigo de Portugal. Temos um contacto muito regular e muito fácil com a embaixada da Venezuela em Lisboa e com as autoridades venezuelanas, disse o MNE português.

Santos Silva deu como exemplo da boa comunicação o facto de o vice-ministro venezuelano para a Europa ter contactado a embaixada portuguesa em Caracas a disponibilizar o apoio do governo venezuelano para a reconstrução de estabelecimentos comerciais e industriais de portugueses saqueados na noite de segunda para terça-feira, na sequência de distúrbios graves numa cidade a cerca de 200 quilómetros de Caracas.

Portanto mantemos um contacto com as autoridades venezuelanas, como é o nosso dever, reforçou o ministro.

O chefe da diplomacia portuguesa - com a tutela das comunidades portuguesas no exterior - recordou que em incidentes anteriores do mesmo género, nomeadamente na cidade venezuelana de Valência (Estado do Carabobo), o governo venezuelano comunicou a aprovação de uma linha de crédito na ordem dos 5 milhões de euros para a reconstrução.

Quantos aos distúrbios de anteontem o que foi sinalizado é que governo venezuelano estaria disponível para criar um outro apoio específico semelhante ao que foi criado para o caso de Valência, concluiu Santos Silva.

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