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Gestão da dívida pública não pode atender a lógica de curto prazo - Braga de Macedo

05/06/2017 19:57

O antigo ministro das Finanças Jorge Braga de Macedo considerou hoje que a gestão da dívida pública não pode atender a uma lógica de curto prazo, reiterando que essa é uma herança que tem de ser denunciada.

Braga de Macedo, que falava hoje em Lisboa na apresentação do estudo Que caminhos para a dívida pública portuguesa?, da Plataforma para o Crescimento Sustentável, um `think tank` (organização) ligado ao PSD, defendeu que não se deve abundar no erro do passado de apostar na substituição de dívida atual por dívida de curto prazo.

Para o antigo governante, o facto de ter havido uma gestão de dívida completamente de curto prazo é uma herança que tem de ser denunciada e que é preciso ter o maior dos cuidados mesmo agora.

Estas afirmações de Braga de Macedo surgiram depois de a audiência ter pedido aos comentadores presentes na sessão de apresentação do relatório da Plataforma para o Crescimento Sustentável, que também incluíam a presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, e o antigo ministro das Finanças Campos e Cunha, um comentário sobre as propostas do relatório apresentado recentemente por economistas ligados ao PS e ao BE.

Este pedido foi feito apesar de os autores do relatório do `think tank` ligado ao PSD terem dito várias vezes que o seu objetivo não era responder ao documento do PS/BE sobre o mesmo tema, apresentado recentemente, e em que, entre outras medidas, se propunha tirar partido dos baixos custos de financiamento de que Portugal beneficia atualmente para reduzir a dívida pública.

O ministro das Finanças de Cavaco Silva falou também dos constrangimentos que se colocam ao crescimento económico do país e defendeu que o problema do crescimento neste momento é um problema de qualidade da política económica, de perseverança e de legibilidade das reformas estruturais.

O economista afirmou que a reversão [das reformas estruturais] tem custos e que, se se conseguir levar a sério este problema financeiro [o elevado endividamento do Estado], então há uma série de possibilidades para a economia portuguesa.

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