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Nova administração do BPI, liderada por Pablo Forero, eleita com 99,77% de votos a favor

26/04/2017 12:57

Os acionistas do BPI elegeram hoje com 99,77% de votos a favor a nova administração liderada por Pablo Forero, do CaixaBank, que sucederá à de Fernando Ulrich após a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da instituição espanhola sobre o banco português.

Esta informação foi hoje avançada por Fernando Ulrich em conferência de imprensa após a assembleia-geral do banco, que decorreu esta manhã no Porto com 94,06% do capital presente ou representado.

Os membros do Conselho de Administração só entrarão em funções após a autorização do Banco de Portugal (BdP), pelo que até lá se mantém a atual administração.

Ulrich disse hoje que este é um processo “exigente e demorado”, pelo que considerou “normal” a não entrada imediata em funções da nova administração.

Os acionistas do BPI aprovaram hoje a nova administração do banco, na qual Fernando Ulrich - que hoje assinala 65 anos e que, nos últimos 13 anos foi o rosto da instituição – assumirá o cargo de presidente não executivo ou `chairman`, lugar ainda ocupado pelo fundador do BPI, Artur Santos Silva, para quem foi hoje criado o cargo simbólico de presidente honorário.

O novo presidente executivo do BPI será o espanhol Pablo Forero, que tem experiência na banca de investimento, onde trabalhou durante 19 anos no norte-americano JP Morgan, e que é desde 2009 quadro do CaixaBank, onde era até agora diretor-geral de riscos.

Natural de Madrid, onde nasceu há 61 anos, Forero é casado e tem quatro filhos, estando já familiarizado com o BPI, uma vez que faz parte do Conselho de Administração do banco desde outubro passado e vive em Lisboa já há alguns meses a preparar a transição de administração.

O CaixaBank controla desde fevereiro 84,51% do capital social e direitos de voto do BPI, após mais de dois anos de guerra com os angolanos da `holding` Santoro (controlada por Isabel dos Santos), que acabaram por sair do capital do banco português fundado por Santos Silva na década de 1980 com a ideia de ser um banco capitais maioritariamente portugueses assente no equilíbrio de vários acionistas.

Um sonho que, segundo Santos Silva admitiu em setembro do ano passado, se tornou impossível perante a falta de dinheiro dos investidores nacionais para suportar grandes bancos, estando estes cada vez mais em mãos estrangeiras.

Depois do CaixaBank, o segundo maior acionista do BPI é o grupo segurador alemão Allianz, com 8,27%, estando o restante capital social disperso por acionistas minoritários.

Para além de Forero e Ulrich, a administração do BPI hoje eleita integra António Lobo Xavier como vice-presidente e 16 vogais: Alexandre Lucena e Vale, António Farinha de Morais, Cristina Rios Amorim (do Grupo Amorim), Francisco Barbeira, Gonzalo Rotaeche, Ignacio Alvarez-Rendueles, João Oliveira e Costa, José Pena do Amaral, Javier Riera, Juan Alcaraz, Juan Fuertes, Lluís Pi, Pedro Barreto, Tomas Jervell, Vicente Barutel, e ainda um representante da Allianz.

A reunião magna de hoje elegeu também os restantes órgãos sociais para o triénio 2017/2019 - a mesa da assembleia-geral e o conselho fiscal (ambos por unanimidade) e a comissão de remunerações - e aprovou também por unanimidade as contas de 2016, ano em que o BPI teve lucros de 313,2 milhões de euros (mais 32,5% do que em 2015).

Para a mesa da assembleia-geral continuará como presidente o advogado Osório de Castro, ficando como vice-presidente Agostinho Guedes e como secretários Maria Magalhães e Luís Amorim.

Já para o conselho Fiscal foi eleito Rui Manuel Guimarães para presidente, substituindo Abel António Reis, e permaneceram como vogais Jorge Figueiredo Dias e Francisco Valente.

Quanto ao Revisor Oficial de Contas (ROC), os acionistas do BPI ratificaram a decisão de escolha da PWC, sendo que até ao final do ano continuará a Deloitte em funções, tal como autorizou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, tendo em conta o período de transição que vive a instituição.

A assembleia-geral de hoje aprovou ainda por unanimidade algumas alterações aos estatutos do banco - como o aumento para 11 (em vez de nove) do número de membros da Comissão Executiva, a autorização para que a administração faça aumentos de capital até 500 milhões de euros e emita dívida que conte para capital e o fim do limite de idade para os administradores executivos.

Também aprovada por unanimidade foi a remuneração variável relativa a 2016 a atribuir aos administradores executivos que agora cessam funções.

Segundo a proposta aprovada, Fernando Ulrich receberá 465,5 mil euros e aos restantes vogais da Comissão Executiva (José Pena do Amaral, Maria Celeste Hagatong, Manuel Ferreira da Silva, Pedro Barreto e João Pedro Oliveira e Costa) serão pagos 328,6 mil euros a cada um.

Já a António Domingues irá receber 106,7 mil euros, uma vez que foi presidente-executivo durante apenas parte do ano de 2016, antes de assumir funções como presidente da Caixa Geral de Depósitos, para um curto e polémico mandato de quatro meses.

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