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Nanotecnologia e Arte cruzam-se em Braga em “Matter of Perspectives”, no GNRation

23/03/2017 17:57

A nanotecnologia e a Arte cruzam-se em Braga no mais recente trabalho do artista audiovisual holandês Tarik Barri, Matter of Perspectives, uma instalação audiovisual que resulta da sua residência artística, no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL).

Em declarações à agência Lusa, o diretor artístico do GNRation, espaço multifuncional que resultou da regeneração do antigo quartel da GNR de Braga, Luís Fernandes, explicou que aquela exposição, a inaugurar sexta-feira, é a nova instalação visual apresentada no âmbito do projeto Scale Travels, um programa pioneiro que alia arte e nanotecnologia, com produção artística a cargo do GNRation e supervisão científica do INL.

O conceito passa por o artista convidado fazer uma residência artística no INL e, com base nessa experiencia, criar do zero uma obra audiovisual que vai depois ser exposta durante três meses na galeria INL, explicou o responsável.

A primeira coisa que se pensa quando se pensa em nanotecnologia não será em arte, mas a verdade é que a realidade nano tem um ponto de vista abstrato muito inspirador. Os artistas partem do zero e saem da residência [artística] cheios de ideias, referiu.

Matter of Perspectives, o primeiro trabalho exposto em 2017 ao abrigo da pareceria entre o GNRation e o INL, segundo Luís Fernandes, reflete a grande aposta no ciclo Scale Travels.

Neste trabalho, explica a sinopse da obra, os conceitos de senso-comum explodem para lá dos limites da imaginação, ao mesmo tempo que paisagens inimagináveis surgem em volta. Forças previamente consideradas omnipotentes, de poder absoluto, falham e desvanecem-se na insignificância, enquanto novas leis desconhecidas, saltando de falhas no nosso conhecimento, surgem cuidadosamente para tomar o seu lugar.

Quanto ao artista, Tarik Barri começou a programar aos sete e a criar música eletrónica aos 16, tendo, mais tarde, desistido dos estudos em Psicologia Biológica para se dedicar à música e tecnologia.

O holandês, que já trabalhou com nomes como Nicolas Jaar, Thom Yorke (Atoms for Peace) e Monolake, desenvolveu o próprio `software`, criando dessa forma o seu único instrumento audiovisual que usa para explorar novas estéticas na combinação de som e imagem.

Sem querer revelar muito sobre futuras exposições, Luís Fernandes adiantou que, pela galeria do INL no GNRation, em 2017, vão ainda passar duas peças audiovisuais e uma terceira dedicada à parte sonora, que explora o nível sonoro daquilo que poderá ser uma nano-escala.

O projeto Scale Travels já recebeu instalações sonoras e audiovisuais dos artistas portugueses Rui Dias e Fernando José Pereira e do norte-americano Pierce Warnecke.

A exposição estará patente até 17 de junho e a entrada é gratuita.

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