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Vale do Minho serve lampreia em mais de 100 restaurantes e movimenta 6ME

01/02/2017 13:17

A gastronomia de seis municípios do Vale do Minho ligada à lampreia, que mobiliza mais de cem restaurantes no âmbito da iniciativa Lampreia do Rio Minho - Um prato de excelência, representa um negócio de seis milhões de euros.

O número avançado pelo presidente da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho (ADRIMINHO), promotora da oitava edição da iniciativa que, em declarações à agência Lusa, sublinhou ainda a importância da colaboração entre os vários municípios daquele território do Alto Minho assente num produto genuíno da região.

Manoel Batista, que é também presidente da Câmara de Melgaço, acrescentou que através daquele roteiro gastronómico todos agentes económicos, ligados à restauração, hotelaria, ganham dinheiro com aquele produto de excelência.

O autarca socialista Manoel Batista, que falava a propósito da apresentação pública, em Valença, da oitava edição daquela iniciativa gastronómica, que decorre até 15 de abril, adiantou que o negócio gerado com a lampreia acaba por ter reflexos no comércio tradicional e em outros produtos locais.

Atraídos pela lampreia os visitantes acabam por visitar a região, comprar no comércio local e adquirir outros produtos endógenos da região, como é o caso dos vinhos, sustentou, revelando que os vizinhos espanhóis representam um público fiel da iniciativa.

Promovida pelos seis municípios do Vale do Minho - Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, em parceira com a ADRIMINHO, a iniciativa realiza-se desde 2010, com o objetivo de valorizar e afirmar um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia tradicional da região.

Manoel Batista disse que a iniciativa é para continuar, considerando que reúne todas as condições para evoluir.

A confeção da lampreia poderá evoluir para pratos mais elaborados, para novas experiências gastronómicas e com isso atrair novos públicos, reforçou o líder daquela associação com sede em Valença.

Nas edições anteriores do evento gastronómico foram apresentadas criações de alunos da Escola Profissional do Alto Minho Interior (EPRAMI) como o sushi, as empadas e canapés de lampreia.

A lampreia pode medir mais de um metro e pesar cerca de dois quilogramas, sendo considerada uma verdadeira iguaria da região do Minho.

A faina decorre na altura em que a espécie volta a entrar nos rios, na direção da nascente, para cumprir a fase de reprodução.

O programa da ação Lampreia do Rio Minho - Um prato de excelência, que pretende ainda promover a lampreia daquele rio internacional no território nacional e na vizinha Espanha, inclui diversas atividades culturais, desportos radicais, um rali da lampreia, turismo ativo e de natureza, de aventura, ações de iniciação ao mergulho e caminhadas, entre outras.

A pesca da lampreia no rio Minho, com embarcação, começou no passado dia 04 de janeiro e prolonga-se até 22 de abril. Já nas pesqueiras a faina vai começar no dia 15 fevereiro e prolongar-se até 15 maio.

A atividade decorre em cerca de 35 quilómetros daquele rio, variando em função da arte utilizada, já que pode ser feita com lampreeiras, a bordo de embarcações artesanais, ou com pesqueiras armadas arte denominada botirão e cabaceira (estruturas antigas, em pedra, existentes no rio).

Contactado pela Lusa, o capitão-tenente Pedro Miguel Cervaens Costa, comandante da capitania do porto de Caminha, adiantou que, este ano, estão matriculadas para operar no rio Minho 160 embarcações.

Por se tratar de um rio internacional a estes números somam-se 89 embarcações espanholas licenciadas para a mesma pesca.

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